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Câncer de pele: como identificar os primeiros sinais da doença

Por Francine Costanti 06/12/2019

Se você é do time que adora ficar deitada na canga de praia sem protetor solar, esse texto é pra você! A exposição ao sol sem em excesso e sem proteção adequada é uma das maiores causas de câncer de pele. Muito frequente no Brasil, a doença atinge principalmente pessoas de pele clara, bem clara e peles que apresentam sensibilidade aos raios solares. 

“O câncer de pele é o mais comum do ser humano, tendo sua incidência aproximada de 25% a 33% de todos os cânceres. No Brasil, por ser um país de população muito heterogênea, com descendentes europeus e muito sol, estima-se que a incidência de câncer de pele seja maior que a média mundial, mas ainda sofremos com subnotificação dos casos”, conta Dr. Caio Lamunier, dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e do Hospital das Clínicas de São Paulo.

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Proteger rosto, orelhas e pescoço com protetor solar adequado diminui os riscos de câncer de pele. Foto: iStock

Diferença entre câncer de pele não melanoma e melanoma

Existem diferentes tipos de câncer de pele, os mais comuns são os carcinomas, mas como o melanoma é responsável por 75% de morte por câncer de pele, ele é normalmente estudado separadamente. 

Assim, costuma-se dividir os cânceres de pele em melanoma (75% da mortalidade) e todos os outros, ou seja, não melanoma (25% da mortalidade).

Exposição ao sol sem proteção aumenta risco 

A exposição solar pode e deve ser saudável. O problema está justamente na exposição solar em excesso. Estima-se que para produção de vitamina D, por exemplo, necessita-se de apenas 10 a 15 minutos de exposição solar por dia.

Evidentemente 10 a 15 minutos é muito pouco e precisamos de mais sol do que isso.

O que devemos evitar é o excesso de radiação ultravioleta (UV), a qual nos expomos ao tomar sol. Esses raios UV danificam o DNA das nossas células e potencializam o risco de câncer.

“Apesar de algumas falsas propagandas, o protetor solar não combate o câncer. O uso de proteção solar (e o protetor solar é uma delas) é um método preventivo do câncer de pele”, explica Dr. Caio.

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Quanto maior for a proteção, menor o risco de câncer de pele. Entretanto, vale lembrar que não é recomendado proteção solar total e, sim, proteção contra exposição excessiva.

O fator de proteção para raios UVB estão sempre expostos na embalagem dos produtos em forma de um número após a sigla FPS. Quanto maior o número, maior a proteção oferecida.

Pintas no corpo indicam câncer de pele

“Os melanomas normalmente são muito parecidos com uma pinta comum, mas podemos suspeitar de melanoma se tivermos uma pinta assimétrica, com bordas irregulares, de múltiplas cores, com diâmetro maior de 6 mm e evoluindo rapidamente”, ressalta o dermatologista.

Além das pintas irregulares, a pessoa pode apresentar manchas, sinais ou feridas que podem vir acompanhados de sintomas como coceira e descamação na pele. 

Precauções para evitar a doença

Além do uso do protetor solar, é recomendado que a pessoa mude alguns hábitos, como por exemplo, o desejo de manter uma pele sempre bronzeada a qualquer custo, o que pode resultar em queimaduras solares (mesmo a de grau 1, quando a pele fica vermelha no sol). O risco é maior para pessoas acima de 40 anos.

Orienta-se o uso de chapéu, bonés, roupas com proteção UV, evitar exposição direta durante tempo prolongado, cuidados extras em atividades aquáticas, evitar sol entre 10h e 16h e realizar check-up dermatológicos regulares com um especialista.

Pele negra correm menos riscos de ter câncer?

Como há maior concentração de melanina na pele negra – um fator protetor – a incidência de câncer de pele é menor, mas geralmente, quando diagnosticados, os cânceres de pele na população negra são mais agressivos do que na pele branca. Em pele negra, o câncer pode se manifestar mais facilmente na palma das mãos e na planta dos pés. 

Primeiros exames para diagnosticar a doença

Diversos exames podem ser necessários. O primeiro de todos é a avaliação dermatológica de alguém especialista na área. A partir daí pode ser necessário uma biópsia, uma dermatoscopia, uma tomografia ou uma microscopia confocal.

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Tratamentos para a cura 

A grande maioria dos cânceres de pele são curados. Entretanto há risco de morte, sim. Por tratar-se de câncer, há sempre o risco de metástases e invasão local do tumor, podendo levar a tratamentos complicados e à morte. O tempo do tratamento e de recuperação é muito individualizado.

“Em 90% dos casos, o câncer é curado através de tratamento cirúrgico, o que é o cenário ideal. Entretanto, existem casos mais agressivos ou mais avançados que podem necessitar de radioterapia, quimioterapia, imunoterapia ou terapia alvo. Há modalidades terapêuticas alternativas para casos específicos, como crioterapia, terapia fotodinâmica e terapia tópica”, completa ele.

Por isso, sempre proteja-se do sol e fique atenta aos sinais da sua pele. Proteja o rosto, pescoço e orelhas contra os raios solares e mantenha uma rotina de exames para acompanhar sua saúde constantemente! 


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