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Quer abandonar os óculos de grau? Entenda como funciona a cirurgia refrativa

Por Francine Costanti 06/01/2020

Está cansada de depender de óculos de grau e lentes de contato? A cirurgia refrativa, procedimento que visa corrigir miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia, pode ser uma boa opção para você. 

Para te ajudar a entender como ela funciona, conversamos com a Dra. Lísia Aoki, oftalmologista do Hospital das Clínicas, que responde algumas das dúvidas mais comuns – incluindo detalhes do procedimento, exames necessários e cuidados no pós-operatório. 

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Nem todo mundo com problemas de visão pode ser submetido a uma cirurgia refrativa. Foto: iStock

O que é uma cirurgia refrativa?

Para começar, você precisa saber que existem vários de tipos de cirurgias refrativas, mas as mais comuns são as chamadas ablação de superfície corneana (PRK ou LASEK), LASIK (laser-assisted in situ keratomileusis), SMILE (small-incision lenticule extraction), implante de lentes intraoculares fácicas e cirurgia facorrefrativa. 

O seu oftalmologista deve avaliar detalhadamente o seu caso para indicar qual é o mais adequado. Abaixo, veja como funciona cada cirurgia: 

– Ablação de superfície corneana: remoção de tecido corneano com laser para mudar o formato da córnea;

– LASIK: criação de flap (pequeno corte) de córnea com laser de femtosegundo (unidade que serve para medir os graus de miopia, astigmatismo e hipermetropia) ou microcerátomo (ferramenta cirúrgica com lâmina) e um pequeno corte na córnea com laser. Após a remoção do tecido (ablação), a córnea é reposicionada no local com laser; 

– SMILE: criação de lentícula por laser de femtosegundo na espessura da córnea. Essa lentícula formada é removida por dissecção lamelar por uma microincisão corneana (2,2mm);

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– Implante de lentes intraoculares fácicas: inserção de lentes entre a íris e o cristalino (estrutura ocular gelatinosa localizada entre a pupila e o humor vítreo) ou fixadas na íris;

– Cirurgia facorrefrativa: é feita a remoção do cristalino transparente como na cirurgia de catarata e implante de lente intraocular.

A duração do procedimento irá depender do tipo de cirurgia, mas elas em geral são rápidas e variam de 5 a 30 minutos, não exigindo internação. 

Todos podem fazer a cirurgia?

Todos esses métodos podem corrigir a miopia, hipermetropia, astigmatismo e até presbiopia, mas nem todo mundo que apresente algum desses problemas pode ser submetido a uma cirurgia refrativa. 

Dra. Lísia explica que ter um grau muito alto de miopia, hipermetropia e astigmatismo pode impedir a cirurgia refrativa corneana, mas é possível corrigi-lo com outras técnicas que envolvem uso de lentes intraoculares: “Mas fique alerta, pois esse tipo de cirurgia apresenta outros riscos ao globo ocular, como maior taxa de infecção, descolamento de retina, catarata e glaucoma secundários”.  

Além disso, algumas doenças e condições não permitem que a pessoa faça a cirurgia, como ceratocone e outras doenças da córnea, diabetes descompensada, herpes ocular e ambliopia severa. O procedimento também é contraindicado durante a gravidez e amamentação.

Quais são os exames necessários para a cirurgia? 

Para qualquer cirurgia é necessário inicialmente um exame oftalmológico completo com avaliação da refração, acuidade visual, biomicroscopia, tonometria e fundo de olho. Outros exames complementares são necessários e variam de acordo com a cirurgia indicada. Entre eles podemos citar topografia de córnea, microscopia especular de córnea, paquimetria, pentacam e biometria. Mas não se preocupe! Antes da cirurgia todos esses exames serão indicados pelo seu oftalmologista. 

Quais são os riscos da cirurgia refrativa?

“Após o procedimento podem ocorrer complicações, como deslocamento do disco, ceratite não específica da interface, haze e crescimento epitelial da interface. Esses problemas têm tratamento, muitas vezes só com colírios, e costumam evoluir bem. Outro risco é ficar um grau residual ou haver um retorno do grau após alguns anos.

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Além disso, podemos citar o risco de ser necessário outro procedimento cirúrgico por problemas no pós-operatório (deslocamento do disco, crescimento epitelial da interface, cicatrização incompleta)”, alerta a oftalmologista. 

Quais são os cuidados no pós-operatório? 

Para que você obtenha os resultados esperados são necessários alguns cuidados com o globo ocular. Entre os cuidados gerais, Dra. Lísia ressalta alguns dos mais importantes: “Você deve usar medicações conforme receitadas pelo especialista, deve fazer um repouso relativo (não carregar peso, não fazer exercícios físicos), não frequentar ambientes com água (piscina, rios, mar), evitar trauma ocular e retornar em consulta para avaliação do pós-operatório”. 

Ela ainda orienta que, em algumas técnicas cirúrgicas, como LASIK, é muito comum sentir os olhos mais ressecados pela forma como procedimento é realizado. O SMILE tem menor risco de olho seco, bem como cirurgias com implantes de lentes intraoculares em geral. Em todo caso, é essencial seguir as prescrições médicas para uma boa recuperação. 

A miopia, o astigmatismo e a hipermetropia podem voltar?

Infelizmente esse é um risco que todos os pacientes correm ao se submeterem à cirurgia refrativa. Por isso é importante uma avaliação pré-operatória completa para cálculo e indicação acurados da cirurgia a ser realizada. 

“Outro fator importante a ser investigado é se existe estabilidade no grau do erro refracional do paciente, pois se há mudanças no grau em consultas periódicas, há um risco grande de volta do grau após a cirurgia”, completa. 

Ficou animada para fazer a cirurgia refrativa? Com essas dicas ficou muito mais fácil consultar seu médico, tirar as dúvidas e começar a se preparar com os pré-exames. Boa sorte! 


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