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HPV: fique por dentro e entenda os riscos da doença em mulheres

Por Francine Costanti 06/03/2020

Você já ouviu falar sobre HPV em mulheres e os riscos da doença? Ele é transmitido através da prática sexual e, muitas vezes, age de forma silenciosa, ou seja, não provoca sintomas no corpo da mulher. Em outros casos, ela se manifesta através de verrugas vaginais ou anais e também, no futuro, pode causar câncer de colo uterino. 

Para tirar todas as suas dúvidas sobre a doença, conversamos com o Dr. Alexandre Pupo Nogueira, ginecologista e obstetra membro do corpo clínico do Hospital Albert Einstein, que alerta para as principais causas e indica os tratamentos.

Fortíssima: O que é HPV?

Dr. Alexandre Pupo Nogueira: O HPV- Human Papillomavirus-  é um tipo de vírus que utiliza o ser humano e outros animais para poder se multiplicar. Estes vírus infectam pele e mucosa, sendo que no ser humano, por volta de 120 tipos já foram descritos. Esses tipos são classificados em baixo ou alto risco de acordo com sua capacidade de promover uma transformação maligna (câncer) no tecido infectado.  

Quais são os principais tipos de HPV em mulheres?

Por volta de 120 tipos já foram descritos. Esses tipos são classificados em baixo ou alto risco de acordo com sua capacidade de promover uma transformação maligna (câncer) no tecido infectado.  

Como ele se manifesta? Pode ser silencioso?

O HPV pode infectar e não causar nenhum sintoma por anos a fio. Existem relatos de mais de 20 anos entre a infecção e o primeiro sintoma. O mais comum é que lesões relacionadas ao HPV surgem entre 2 e 8 meses da infecção inicial e podem reaparecer sempre que uma queda imunológica ocorra. Os sintomas envolvem a presença de verrugas genitais e alterações de papanicolau. 

De que maneira é feito o contágio do vírus? Apenas através da relação sexual?

A principal forma de transmissão é pelo contato sexual, seja vaginal, oral ou anal. A maioria dos casos de HPV vão ocorrer em indivíduos com vida sexual ativa. Porém é possível a transmissão por outras formas, visto que existem relatos de casos em crianças sem que haja qualquer contato sexual e transmissão acontece da mãe para o recém-nascido na passagem pelo canal de parto. Lembrando que, mesmo sem lesão visível, o HPV é transmissível o que torna muito difícil uma prevenção adequada.

Visita ao ginecologista objetiva garantir a saúde e o bem-estar femininos. Foto: iStock

Existem fatores de risco associados ao HPV, como sobrepeso e tabagismo?

A infecção do HPV independe do sexo, podendo acontecer em meninos e meninas. Inclusive os homens são os principais vetores de transmissão, daí a importância de vacinar também os meninos na fase da pré-adolescência. 

Particularmente nas mulheres o pico de infecção ocorre aos 25 anos, com um declínio e estabilização por volta dos 30-35 anos. Em alguns países temos observado um ligeiro aumento da infecção em mulheres após os 50 anos. A infecção pode acontecer em qualquer circunstância em que uma pessoa infectada transmite o vírus, normalmente por contato sexual (pele-pele ou pele-mucosa). 

HPV aumenta chance de desenvolver câncer de cabeça e pescoço

Quais doenças são provocadas pelo HPV?

A principal complicação é o câncer de colo uterino. Porém a evolução da infecção até o câncer é longa e exames, como papanicolau e colposcopia, conseguem detectar lesões precursoras do câncer e permitem o tratamento delas antes que evoluam para o câncer. O sexo oral também permite a contaminação da garganta pelo HPV, sendo hoje uma causa importante de câncer de orofaringe. O sexo anal é importante via de contaminação e lá o HPV pode causar o câncer de reto.

Como é feito o diagnóstico? Como é o tratamento para o HPV?

O exame de rotina para a detecção de infecção pelo HPV e as lesões causadas por ele é o papanicolau e o exame ginecológico. O papanicolau e o exame ginecológico realizados periodicamente conseguem detectar boa parte das infecções causada pelo HPV, como as cristas de galo (condilomas ou verrugas) e as lesões precursoras do câncer de colo uterino.

A pesquisa de partículas do vírus por PCR na secreção vaginal permite identificar quem é portador do vírus. Porém este exame não define se a paciente tem alguma alteração de risco provocada pelo HPV. Isto é definido pelo papanicolau. 

Alterações no papanicolau determinam a necessidade de colposcopia e vulvoscopia, que são exames realizados com uma lupa (lente de aumento) e corantes para detectar pequenas alterações causadas pelo HPV e orientar biópsia e tratamento. O diagnóstico definitivo é feito através de biópsia que confirma a lesão do HPV.

A depender da lesão encontrada pode-se determinar apenas acompanhamento, cauterização, resseção cirúrgica ou remoção do colo do útero ou até do útero todo.

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Quais são as formas mais eficazes de prevenção?

Exames regulares, utilização de preservativos durante a prática sexual, menor número de parceiros sexuais e vacinação são as formas mais eficazes de evitar a doença. A vacina previne a infecção e o câncer causados pelo HPV e tem eficácia apenas contra alguns tipos mais  comuns do vírus, como o tipo 16, 18, 31 e 33, que tem relação com o câncer de colo uterino, além de dois que causam verrugas vaginais,  que são o tipo 6 e 11.

Existem outros tipos que podem infectar as meninas, mas têm menor risco de levar ao câncer. Por isso é importante que se tome a vacina, porque ela aumenta a imunidade do corpo contra o vírus. Desta forma o vírus não consegue se propagar no corpo. A vacina tem baixo risco e é indicada pelo Ministério da Saúde, inclusive está no calendário nacional de vacinação.

 


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