O ronco pode ir muito além do incômodo a familiares e parceiros. Saiba que o ronco é um dos principais sintomas da apneia obstrutiva do sono, doença que pode ter consequências graves, como afetar a saúde do coração.
O problema se caracteriza por pausas respiratórias, enquanto o indivíduo dorme. É por essa razão que, quando ocorre com frequência, sobrecarrega o coração.
A sobrecarga cardíaca significa elevações nos batimento cardíacos e na pressão arterial e favorece o aparecimento de doenças cardiovasculares, como infarto do miocárdio, derrame cerebral, hipertensão arterial e arritmias cardíacas. As afirmações são da médica pneumologista Fabiola Schorr, do Centro de Medicina do Sono do Hospital do Coração.
Mas o problema não causa somente a sobrecarga do coração. De acordo com Fabiola, a doença também pode provocar cansaço, sonolência diurna, dificuldade de concentração e falta de memória. “Porém, com tratamento adequado, todos esses sintomas podem ser revertidos”, diz a médica.
Como surge a apneia
Durante o sono, há um relaxamento da musculatura de todo o corpo, inclusive da garganta. Esse processo diminui naturalmente o canal no qual ocorre a passagem de ar do ambiente para os pulmões. À medida em que a pessoa envelhece e ganha peso, a apneia do sono pode aparecer, devido à flacidez dos músculos e do depósito de gordura na garganta.
Em alguns casos, quem sofre com o problema não tem consciência dessa condição e acredita dormir bem. De acordo com o cirurgião buco-maxilo-facial José Flávio Torezan, os sintomas que costumam levar essas pessoas a buscarem ajuda são sonolência diurna, queixas de ronco e pausas respiratórias observadas pelos seus parceiros.
Nem sempre ronco será sinônimo de apneia, mas esse é um grande indicativo de que a pessoa talvez já sofra com o problema. Por isso, diante do ronco, o mais indicado é procurar um médico especialista em sono. Em um consultório especializado, a pessoa relata ao médico as suas queixas diurnas e noturnas.
Tratamento da apneia
O tratamento da doença dependerá da gravidade e dos sintomas do paciente. Além de evitar fatores de risco e hábitos inadequados, o ronco e quadros leves podem ser controlados por meio do uso noturno de um aparelho intra-oral, fonoterapia, cirurgias de garganta ou de avanço mandibular.
Nos casos mais graves, recomenda-se o uso do CPAP, um dispositivo que consiste em um compressor de ar conectado a uma máscara utilizada enquanto o indivíduo dorme. Ele mantém a garganta aberta durante o sono e evita que o distúrbio ocorra.
“O acompanhamento conjunto de um médico especialista e um fisioterapeuta, com experiência em distúrbios do sono, é essencial para facilitar a adaptação e adesão do paciente ao tratamento”, lembra Fabíola.
Segundo ela, também vale lembrar que a obesidade está relacionada ao desenvolvimento da apneia. Por isso, a perda de peso, quando necessário, deve ser incentivada.
Prevenção do problema
Você pode ter alguns cuidados para prevenir o problema. Confira:
1. Rotina
Mantenha horários regulares para dormir e acordar.
2. Sono
Tente dormir pelo menos sete horas por noite. Os distúrbios do sono provocam sonolência diurna.
3. Vícios
Diminua ou evite ingerir álcool antes de ir par a cama. Ele provoca maior relaxamento muscular e facilita a ocorrência das apneias. Opte por alimentos leves à noite. Também evite fumar.
4. Atividades
Faça exercícios físicos regularmente.
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