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Terapia contra a depressão pós parto funciona, diz estudo com mães de baixa renda

Por Redação Doutíssima 06/01/2014

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A chegada de um novo bebê pode ser uma ocasião alegre, mas, para muitas mulheres, é o início de uma batalha contra a depressão. Mães de baixa renda e de minorias podem obter ajuda na terapia.

Os pesquisadores descobriram recentemente que a identificação de depressão em mães de baixa renda e de minorias, seguida de terapia domiciliar de curto prazo que se concentra em relacionamentos, pode proporcionar maiores benefícios do que os serviços da comunidade em geral.

A melhora foi vista, apesar das dificuldades pessoais que vão da pobreza ao abuso.

Os pesquisadores concluíram que o rastreamento nesta população de alto risco é o primeiro passo para a redução da depressão entre as mães e suas famílias.

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Sheree Toth, PhD, diretor executivo da University of Rochester’s Mt. Hope Family Center, foi o principal autor deste estudo.

O estudo analisou 128 mulheres, com idades entre 18 e 40 anos, que tinham bebês de 12 meses de idade, e foram diagnosticados com transtorno depressivo maior (TDM). Destas mulheres, 78 por cento ficaram abaixo da definição de pobreza do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, enquanto 96 por cento atenderam aos critérios da Women, Infant and Children (Mulheres, Infantes e Crianças), que é de 185 por cento do nível de pobreza.

As mulheres foram colocadas em um de dois grupos. O primeiro grupo recebeu 14 sessões de terapia interpessoal de uma hora cada (TIP), com psicoterapeutas altamente experientes, muitas vezes domiciliar. Esse grupo incluiu 99 participantes.

O segundo grupo incluiu as 29 mães restantes, que receberam encaminhamentos para serviços úteis normalmente disponíveis em sua área, também conhecido como padrão de comunidade melhorado (PCM). Nenhum grupo recebeu qualquer forma de antidepressivos ou outra medicação.

A seleção começou em 8 de abril de 2004, com avaliações recorrentes continuando até 14 de junho de 2009.

Apesar do alto risco de depressão associada com as mães das minorias, os pesquisadores não conseguiram explicar esta demografia da população dentro dos estudos existentes sobre a depressão. No estudo atual, os pesquisadores esperavam mostrar a eficácia potencial do TIP dentro desse grupo desfavorecido.

Ajustado por descumprimento ao longo do período do estudo, as mães do grupo TIP viram uma redução bem maior na gravidade dos seus sintomas de depressão. As mulheres do grupo PCM viram uma pequena melhora em seu nível de depressão e se mantiveram acima do nível classificado como TDM após o tratamento.

Ambos os grupos começaram com uma pontuação média de 27 na escala do Inventário Beck de Depressão (IBD). O grupo TIP viu melhora significativa e terminou o estudo com uma pontuação média de 9,62 na escala IBD. O grupo PCM, entretanto, viu uma pontuação média final de 21,16 na escala IBD. O diagnóstico de TDM começa em uma IBD de 19.

Esse estudo mostrou que o TIP foi eficaz no tratamento da depressão em mulheres de minorias pobres com crianças pequenas. Isto sugere que os esforços para proteger mães de baixa renda e de minorias contra a depressão e educá-las sobre os cuidados da saúde mental e sua importância, pode melhorar a vida de muitas pessoas.

Esse estudo foi publicado em 8 de novembro na Development and Psychopathology (Desenvolvimento e Psicopatologia).

Essa pesquisa foi apoiada pelo Instituto Nacional de Saúde Mental.

 


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