[the_ad_group id="16401"]
Clínica Geral

Mutações genéticas podem impedir infecções causadas por microbactérias

Por Redação Doutíssima 16/04/2014

mutações genéticas

Pesquisa feita por cientistas brasileiros, apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em parceria com o Instituto National da Saúde e da Pesquisa Médica da França está elucidando como nove diferentes mutações genéticas podem impedir o sistema imunológico de combater adequadamente infecções causadas por microbactérias (bactérias em forma de bastonetes retos ou encurvados), entre as quais a tuberculose e a hanseníase.

“Entendendo o mecanismo, conseguiremos tentar novas alternativas terapêuticas. A tuberculose é uma doença endêmica ainda muito prevalente no mundo, para cujo tratamento os medicamentos que existem são muito limitados. São antigos e limitados”, disse o professor do Departamento de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo e coordenador do estudo, Antonio Condino Neto.

 

As pesquisas sobre as mutações genéticas

O grupo de cientistas já conseguiu identificar que mutações nos genes prejudicam o funcionamento do sistema de defesa do organismo contra micobactérias. Algumas mutações, por exemplo, desestabilizam o sistema NADPH oxidase, responsável pela atividade microbicida dentro dos macrófagos – células com o poder de englobar e destruir corpos estranhos, como bactérias. Assim, as pessoas portadoras da mutação perdem a capacidade de combater as infecções.

“A pessoa nasce já com a mutação, uma variação genética, que torna a resposta imunológica defeituosa. Em função disso, ela tem uma maior chance de contrair infecções por microbactérias, aí no caso destacando, principalmente, a tuberculose”, ressalta o professor.

Alguns dos defeitos genéticos já podem ser constatados em um exame de triagem neonatal chamado TREC. O exame é complementar ao teste do pezinho, e já está sendo implementado nos Estados Unidos, Europa, e Japão. No Brasil, os pesquisadores estão realizando o teste em um convênio com a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais.

“A pesquisa vai continuar tanto no Brasil quanto na França com os nossos parceiros. Acho que vamos descobrir ainda muitos outros defeitos genéticos relacionados a esse tipo de problema. Espero que, com isso, nos próximos anos, consigamos pensar em um novo tipo de vacina para tuberculose e um novo tipo de tratamento”, destacou o professor.

 

Saiba mais:

Como prevenir a infecção vaginal

Paciente de hospital em Belo Horizonte tem infecção por superbactéria

Frango provoca surto de infecção por salmonela nos Estados Unidos

Pela segunda vez, Brasil participa de campanha mundial contra infecção generalizada

Política nacional vem como esperança para quem tem doenças raras

Acabe com as dúvidas: a intolerância à lactose é doença?

Diretor de ONG que trata de doenças negligenciadas critica falta de doações à pesquisa científica


[the_ad id="14710899"]
[the_ad id="14710899"]
[the_ad_group id="16404"]