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Escoliose: princesa mostra cicatriz de cirurgia corretiva em casamento real

Por Vivian Ortiz 01/11/2018

Um detalhe nas costas da princesa Eugenie de York, neta da rainha Elizabeth II, chamou a atenção dos convidados durante seu casamento com o empresário Jack Brooksbank, realizado em 12 de outubro. Era sua escoliose.

Ela aparecia na forma da grande cicatriz da cirurgia que ela, prima dos príncipes William e Harry, precisou fazer para arrumar a curvatura anormal que tinha nas costas.

A cicatriz da escoliose operada de Eugenie é visível em suas costas. (Foto: Reprodução/Instagram)

“Eu fiz uma operação na coluna quando tinha 12 anos, para corrigir a escoliose. É uma forma amável de honrar as pessoas que cuidaram de mim e de apoiar os jovens que também precisam passar por isso”, disse ela em seu Instagram.

Noiva decotada

A cicatriz ficou visível porque o vestido escolhido pela princesa, desenhado pelos estilistas Peter Pilotto e Christopher De Vos, tinha um grande decote em V nas costas.

Outra inovação de Eugenie foi trocar o tradicional véu por uma tiara emprestada da rainha, feita com diamantes e esmeraldas.

A festa contou com a presença de 850 pessoas, entre elas as modelos Cara Delevingne e Naomi Campbell, além do cantor Robbie Williams e da atriz Demi Moore.

Os membros da família real também marcaram presença, como a rainha Elizabeth II, os príncipes Philip e Charles, o duque e a duquesa de Cambridge, William e Kate, além do duque e a duquesa de Sussex, Harry e Meghan.

O que é escoliose?

Quando olhamos alguém de frente, a coluna dessa pessoa deve estar reta. “No caso da escoliose, é possível notar um desvio para o lado”, explica o ortopedista Marcelo Wajchenberg, membro do comitê de Coluna da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, e médico do hospital Albert Einstein, em São Paulo (SP).

Segundo ele, a escoliose pode ser causada por má postura, doenças musculares ou do sistema nervoso, e até mesmo não ter uma causa definida – como pode ser o caso da princesa.

Esse tipo de desvio da coluna é chamado de escoliose idiopática, e atinge mais pessoas do sexo feminino. “Geralmente são meninas brancas e magras, que podem ter alguma fragilidade muscular. Isso acontece de seis a sete vezes mais nelas do que neles”, disse.

A escoliose idiopática pode aparecer em qualquer fase da vida, inclusive em crianças e adolescentes. Esse desvio na coluna surge lentamente e de maneira discreta, até que a curvatura vai progredindo com o tempo.

“Muitas vezes os pais não reparam. Quem vai perceber é o professor de educação física ou o pediatra”, explica.

Em casos mais graves, a curvatura acentuada vem acompanhada do crescimento de uma giba, conhecida como “corcunda” nas costas. Além disso, os ombros e as mamas ficam desalinhados.

Como resolver?

Vale a dica: quanto antes se descobrir o desvio nas costas, mais fácil é o tratamento. Dependendo do grau da curvatura, o médico pode recomendar o uso de um colete especial.

“Eles são a única forma de estabilizar e evitar a progressão da escoliose. Mas não corrigem a curvatura”, diz Wajchenberg. O profissional pode recomendar também sessões de fisioterapia e exercícios físicos.

Por outro lado, se a curvatura aumentar, a cirurgia é a opção que corrige esse desvio. Foi o que aconteceu com a princesa. “São colocados parafusos nas vértebras e hastes. Vamos alinhando-as lentamente, para corrigir a deformidade”, conta o ortopedista.

No entanto, a cirurgia pode ter algumas complicações. “Ela é de grande porte, com sangramento acentuado, e o mais temido é o risco de a paciente ficar paraplégica”, ressalta.

Felizmente, segundo o ortopedista, esse perigo é hoje muito pequeno e se restringe a cerca de 1% dos casos. Ainda assim, o procedimento precisa ser realizado por um profissional especializado em coluna.

*Colaborou Vanessa Zampronho


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