Guia do Câncer

Carcinoma de próstata é comum em pacientes idosos. Saiba mais!

Por Redação Doutíssima 16/11/2014

Câncer é uma palavra que caracteriza doenças causadas pela multiplicação anormal de células. Existem muitos tipos de câncer – estima-se que sejam mais de cem. A formação criada a partir dessas células proliferadas de forma errada são os tumores, entre eles o carcinoma de próstata.

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Tratamento deste tipo de tumor exige dedicação dos pacientes. Foto: iStock, Getty Images

Carcinoma é o termo utilizado para os tumores malignos que têm como origem as glândulas ou células epiteliais. A próstata é uma glândula do sistema reprodutivo masculino. Então, carcinoma de próstata quer dizer que o paciente está com câncer nesta região.

Apesar de não ser uma exclusividade dos idosos, pois a doença também atinge homens com menos de 45, o carcinoma de próstata é muito mais comum em homens a partir dos 60 anos.

Alguns estudos indicam que o fator da idade está diretamente ligado e que todo indivíduo que viver até os 100 anos terá este tipo de câncer, com ou sem manifestação da doença.

Carcinoma de próstata tem detecção difícil

Já se descobriu que 25% dos homens com mais de 65 anos serão portadores do carcinoma de próstata, mas que no máximo 12% destes homens manifestará sintomas, tomará conhecimento da doença ou sofrerá com sintomas que irão interferir na sua qualidade ou tempo de vida.

Por algum motivo, ainda não completamente explicado pela ciência, em alguns homens este tipo de câncer está presente mas é assintomático e nunca chegará a se manifestar. O tumor pode crescer de forma tão lenta que o homem vive até os 80 ou 90 anos sem ter complicações da doença.

Relação entre idade e carcinoma de próstata

Como já falamos, a relação com a idade é muito importante quando se trata do câncer de próstata. Aos 60 anos a possibilidade é de 12%, aumentando para 45% aos 80 – aos 100 anos de idade, a chance de desenvolver um tumor é de 100%.

Além do fator idade, as questões de risco sempre devem ser consideradas, como herança genética, tabagismo e obesidade.

Ao fazer o diagnóstico, o médico precisa avaliar o tipo e agressividade deste câncer, além do seu estágio. Como em alguns casos o tumor não avança, não causa transtornos ou sintomas e não mata o paciente, o tratamento é de uma forma.

O exame para detecção da doença é o toque retal, a análise do PSA – antigênio específico da próstata – e, se houver suspeita, são realizados outros exames como a biopsia.

O médico precisa estar bem treinado e atento para diferenciar um carcinoma de próstata agressivo, que irá matar rapidamente se nada for feito, e o outro tipo, que precisa de controle e cuidados menos complexos.

Mesmo em pacientes que precisam de tratamento, dependendo da idade, o médico avalia se há necessidade de expor o idoso a procedimentos que talvez diminuam a qualidade de vida. Em alguns casos, tratamentos paliativos no controle de dor ou algum sintoma são os mais indicados.

É considerado curado do câncer de próstata quem fizer a sua cirurgia ou tratamento e não tiver novas incidências da doença pelo prazo de 10 anos. Na metade deste tempo, sem a ocorrência de novos tumores, a cura é provável, mas a alta definitiva só ocorre após uma década.

 

 


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