Estética

Bronzeamento artificial é seguro? Veja dicas para a sua pele

Por Redação Doutíssima 29/11/2014

O uso das câmaras de bronzeamento artificial é controverso, pois dermatologistas são contra e seu uso já foi proibido no Brasil. Em contraponto, estão as pessoas que adoram exibir uma cor dourada, mas não tem tempo de ir à praia. Além disso, a câmara não deixa a pele vermelha e muitos acham que é porque não queima como os raios de sol. Mas qual a verdade nisso?

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Técnicas que fazem uso de bronzeamento artificial são menos recomendadas. Foto: iStock, Getty Images

Bronzeamento artificial também queima

Quando se vai à praia, o uso do protetor solar é uma obrigação já conhecida de todos e até mesmo das pessoas que acabam não usando o produto – mesmo sabendo que deveriam fazê-lo. O cuidado para a exposição aos raios não ocorre da mesma forma quando se faz o bronzeamento artificial, pois se tem a falsa impressão de não estar se queimando.

Dermatologistas questionam a falta de padrões nas máquinas, no tempo e nas frequências das sessões. As câmaras deveriam emitir 98% de raios UVA e apenas 2% de raios UVB, mas pelo uso e falta de manutenção, o aparelho pode ficar desregulado e emitir raios em proporções diferentes dos padrões acordados. Assim, colocam em risco as pessoas que se sujeitam a esse tipo de bronzeamento artificial.

Para os dermatologistas, o saudável é se expor ao sol apenas 10 minutos por dia para garantir a absorção das vitaminas C e cálcio – nunca deveria ser usado com fins estéticos.

Os raios UVB são os mais prejudiciais, que são aqueles emitidos entre as 10 e às 15 horas. Esses raios são os grandes responsáveis por dois dos tipos de câncer de pele mais comuns. Mas os raios UVA não ficam de fora e o seu excesso é associado a um tipo de câncer maligno que comumente provoca metástase, se espalha para outros e tecidos.

Cuidados com o bronzeamento artificial

Mas para quem não abre mão de estar com uma cor bonita graças ao bronzeamento artificial, alguns cuidados devem ser tomados. O rosto deve ser protegido com uso de protetor solar e os olhos cobertos com os óculos especiais.

Os mamilos também devem ser protegidos para a exposição aos raios dentro da máquina. O intervalo entre uma sessão e outra deve ser de no mínimo 48 horas e em hipótese alguma se deve fazer mais de uma sessão por dia.

Durante a sessão de bronzeamento artificial não se deve utilizar nenhum tipo de autobronzeador, acelerador de bronzeado ou similares. A combinação destes produtos com a exposição na cabine de bronzeamento pode causar reações indesejáveis. Hidrata-se bem ao final de cada sessão.

Quem realmente não deve fazer uso das câmaras de bronzeamento? Pessoas que estão em tratamento de doenças de pele (sinais, manchas, câncer e acne), tomando antibióticos, anti-inflamatórios e remédios para hipertensão não devem se expor a esse tipo de bronzeamento.

Mulheres grávidas e adolescentes também tem contraindicação. Em qualquer suspeita de mancha, mudança de tom ou em qualquer outra alteração na pele, um médico dermatologista deve ser consultado.

Ainda vale lembrar que, assim como a exposição solar em excesso causa envelhecimento precoce da pele, o mesmo vale para as máquinas de bronzeamento. O excesso deste tipo de exposição também pode atingir e afetar as fibras de colágeno da pele e deixá-la menos protegida de rugas, vincos e flacidez.

 

 

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