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Gestante

Conheça as causas e tratamento para a hepatite autoimune

Por Redação Doutíssima 04/01/2015

Considerada uma doença rara, a hepatite autoimune é causada por um distúrbio do sistema imunológico, que passa a reconhecer as células do fígado, principalmente os hepatócitos, como estranhas.

A partir disso, o sistema imune desencadeia uma inflamação crônica do fígado, causando a formação de fibroses no órgão. Por se tratar de uma doença provocada pelo sistema imune, a hepatite autoimune não é contagiosa, sabendo-se somente que é uma enfermidade infecciosa, originada por distúrbios do sistema imunológico. E quando a doença é detectada durante a gravidez, medidas especiais são necessárias. Acompanhe abaixo.

 

Hepatite autoimune em qualquer idade

Podendo se manifestar em qualquer pessoa e em qualquer faixa etária, a doença atinge entre 11 e 17 pessoas a cada 100 mil, sendo mais comum em mulheres com menos de 30 anos de idade.

Acredita-se que a pessoa que desenvolve a hepatite autoimune tenha uma predisposição genética para desenvolver a doença, e que vírus e bactérias podem desencadear o processo autoimune.

A doença pode ser dividida em dois tipos. A primeira é a hepatite autoimune tipo 1, que é mais comum entre os 16 e os 30 anos, sendo caracterizada pelo surgimento de anticorpos FAN e AML no exame de sangue.

Já a hepatite autoimune tipo 2 surge geralmente em crianças com idade entre os 2 e os 14 anos, sendo o anticorpo mais característico o Anti-LKM1. O surgimento dos sintomas normalmente é inespecífica com fadiga, pele amarelada, forte náusea, dor abdominal e dores articulares.

No entanto, o quadro inicial pode variar desde o paciente completamente assintomático, entre 35 e 45% dos casos, até a falência hepática com encefalopatia, sendo que a presença ou ausência de sintomas o significa necessariamente diferença no estágio da doença.

O grau de inflamação do fígado e a presença ou não de cirrose independe da existência de sintomas, que surgirão eventualmente em 70% dos quadros inicialmente assintomáticos.

 

Hepatite autoimune exige medidas especiais durante a gravidez

Hepatite autoimune exige medidas especiais durante a gravidez

Tratamento da hepatite autoimune

A hepatite autoimune tem cura por meio de um transplante de fígado. No entanto, a cirurgia só é recomendada nos casos mais grave da doença, uma vez que ela pode ser controlada com o uso de remédios corticoesteroides ou imunossupressores, que reduzem a inflamação aguda do fígado mantendo-a controlada ao longo dos anos.

Além disso, o ideal é que os pacientes com hepatite autoimune façam uma alimentação variada e equilibrada, evitando a ingestão de álcool e de alimentos muito gordurosos como embutidos e salgadinhos, por exemplo.

Caso o tratamento adequado não seja realizado logo de início, a doença pode ter uma progressão perigosa para o indivíduo com o desenvolvimento de cirrose e suas complicações como varizes de esôfago, ascite e encefalopatia hepática.

Por isto, é de extrema importância buscar ajudar médica aos primeiros sinais da hepatite autoimune, que pode ser diagnosticada por meio de um exame de sangue. Para saber a fase e a gravidade da doença, pode ser feita a ecografia ou uma biópsia hepática que consiste na retirada de um pequeno fragmento do fígado com uma agulha para análise.

Com este teste, é possível verificar desde uma inflamação leve e diferente da hepatite, causada por vírus, até a cirrose.

Quando a hepatite autoimune ocorre na gravidez, ela é menos grave para a mulher, porque a inflamação acaba diminuindo, o que possibilita que muitas gestantes interrompam o tratamento medicamentoso durante este período para evitar malformações no bebê, retomando o tratamento somente nas duas semanas finais da gravidez.

 

 

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