Uma dúvida muito comum entre as mulheres grávidas é a escolha entre parto normal ou cesárea. Ambos podem ter suas vantagens e desvantagens, mas o assunto voltou a ser discutido em razão das novas regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para estimular o parto normal e reduzir cesarianas desnecessárias. Afinal, o que é melhor?

parto normal ou cesária - doutissima - iStock
Muitas dúvidas sobre parto ou cesárea perseguem as mulheres durante a gestação. Foto: iStock, Getty Images

 

Novas regras reduzir o número de cesáreas

Os bebês podem vir ao mundo de duas maneiras: através do parto vaginal ou do parto cirúrgico por cesariana. Em alguns casos, as cesarianas são planejadas por causa de razões médicas que fazem um parto normal ser arriscado.

 

É possível a mulher saber de antemão se ela vai precisar de um cesárea em razão de condição médica. Normalmente as infecções que recomendam um parto desse tipo são diabetes, pressão arterial elevada ou infecções que complicam a gestação, como HIV ou herpes.

Além disso, muitas vezes o médico indica a cirurgia quando a grávida está enfrentando problemas com a placenta.

 

No entanto, os números elevados de cesáreas no Brasil servem de alerta: o País é o campeão mundial nesse tipo de procedimento. Segundo dados do Ministério da Saúde, o percentual desses partos chega a 84% na saúde suplementar e a 40% na rede pública.

Os índices estão muito acima daqueles recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de no máximo 15% dos partos.

 

A partir da nova resolução da ANS, as mulheres grávidas devem ter acesso a mais informações sobre o parto. Além disso, o pagamento dos honorários médicos só será liberado se for registrado um documento chamado partograma, que indica a evolução do parto.

Em outras palavras, a partir de agora será possível conferir se a cesárea foi realmente necessária ou não. Os planos de saúde que não cumprirem as regras serão multados em R$ 25 mil.

 

Parto normal ou cesárea: o que é melhor?

Há diversos mitos relativos aos partos normal ou cesárea. As mulheres que se submetem a uma cesárea normalmente permanecem mais tempo no hospital do que as que têm um parto normal – dois a quatro dias, mais ou menos.

Com a intervenção cirúrgica também aumentam os riscos de queixas físicas após o parto – dores no local da incisão e mais duradouras, por exemplo.

 

Sendo a cesárea uma cirurgia, ela também envolve riscos maiores de perda de sangue ou infecção. Especialistas também mencionam outros perigos, como ferimentos no intestino ou na bexiga e a formação de coágulos de sangue.

Um estudo do Imperial College London revela que mulheres que passam por um parto cesáreo são menos propensas a iniciar a amamentação cedo se comparadas àquelas que tiveram um parto normal.

 

Além disso, conforme uma pesquisa publicada no American Journal of Obstetrics and Ginecology, as mulheres que passam por um parto cesáreo possuem 10 vezes mais probabilidades de óbito – e os bebês 11 vezes mais chance.

Por isso, não é à toa que entidades de saúde no mundo inteiro recomendam o parto natural, deixando a cesárea para condições específicas.

Atualmente muitas mulheres ainda ficam em dúvida entre parto normal ou cesárea devido à dor durante o trabalho de parto. Entretanto, os especialistas indicam que no estágio atual da medicina há várias formas de tornar o parto normal menos doloroso.

 

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