Os novos dados relativos à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2014, conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), possibilitam um atual raio x do Brasil e da realidade vivida em âmbitos como educação, emprego e rendimento. Os indicadores apontam que a pobreza extrema em território nacional caiu para 2,8%.

A queda da pobreza é expressiva, se comparada aos índices de 2004. Em dez anos, a faixa de brasileiros com renda mensal de até R$ 77 foi reduzida a quase um terço, de 7,6% para 2,8%. No mesmo período, houve diminuição no número de crianças extremamente pobres com até 5 anos: o percentual foi de 14% para 5%.

Em contraponto, a exploração de mão de obra infantil aumentou cerca de 4,5% em 2014. O número de brasileiros desocupados também cresceu: são 617,2 mil pessoas a mais sem ocupação de 2013 para 2014.

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Indicadores apontam que a pobreza extrema em território nacional caiu em dez anos. Foto: Shutterstock

Desigualdade cai, mas total de desocupados cresce

Os dados da Pnad sobre a diminuição da pobreza no País já indicam, naturalmente, uma redução na desigualdade social. O crescimento do rendimento médio dos domicílios, registrado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), mostra que a renda cresceu em todas as faixas da população, entre 2013 e 2014.

 

A média, de acordo com o levantamento, é de um crescimento de 2,4% do rendimento domiciliar per capita. Já na parcela mais pobre da população, representada por cerca de 10% dos brasileiros, a renda registrou maior aumento, ficando em cerca de 6,2%. De acordo com o IBGE, o índice Gini, que mede a desigualdade social, também decresceu.

 

“Houve redução da desigualdade no País, sistemática e persistente. O Índice de Gini melhora em todas as regiões. Os indicadores mostram um Brasil que avança, que melhora do ponto de vista da renda, da cidadania, dos bens”, disse a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.

 

A diminuição da desigualdade, no entanto, não representa necessariamente um número maior de brasileiros empregados. Segundo a Pnad, todas as regiões apresentaram expansão da desocupação, ou seja, de pessoas sem ocupação, mas que estão tentando se inserir no mercado de trabalho.

 

Só entre os anos de 2013 e 2014, a população desocupada cresceu 9,3%. Isso significa que já são 7,3 milhões de pessoas de 15 anos ou mais sem ocupação no País. Outro dado importante se refere à mão de obra infantil: houve um aumento, em número, de mais de 3 milhões de crianças que trabalham.

 

Os meninos são dois terços do total. É preocupante o fato de que o maior crescimento, cerca de 15,5%, foi registrado na faixa etária dos 5 aos 13 anos, período em que o trabalho é proibido por lei. Entre adolescentes com idades entre 14 e 15 anos também foi registrado aumento de 5,6%.

Raio x do Brasil aponta redução do analfabetismo

Entre os anos de 2011 e 2014, segundo a Pnad, o Brasil conseguiu reduzir em 4,3 pontos percentuais o número de analfabetos. A taxa de analfabetismo entre brasileiros com 15 anos caiu para 8,3%. Em números, são 2,5 milhões de pessoas analfabetas a menos, em relação a 2001.

 

O País também avançou no que se refere ao analfabetismo entre jovens de 15 e 19 anos, que foi reduzido a 0,9%. O desafio, agora, é alfabetizar os brasileiros com mais de 60 anos, que representam 23,1% dos analfabetos de todo o Brasil. Nessa faixa de idade, o índice também já decaiu, mas apenas cerca de 1,3 pontos percentuais.

 

Segundo a Pnad, os brasileiros também estão mais conectados. Entre 2013 e 2014, o número de usuários da internet com 10 anos ou mais subiu 11,4%: ou seja:  9,8 milhões a mais de brasileiros têm acesso à web. No mesmo período, o número de pessoas com acesso ao celular para uso pessoal subiu 4,9%. 

 

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