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Especialista dá 10 conselhos para lidar com conflitos nas festas de fim de ano

Por Debora Stevaux 24/12/2018

As festas de fim de ano tendem a ser momentos de reflexão, união e amor entre familiares. Mas nem sempre é assim: alguns parentes podem transformá-las em verdadeiros pesadelos por conta de discussões polêmicas e até mesmo pensamentos preconceituosos.

As festas de fim de ano tendem a ser momentos de reflexão, união e amor entre familiares. Mas alguns parentes costumam transformá-los em verdadeiros pesadelos por conta de alguns desafetos. Saiba como lidar com os conflitos da maneira mais saudável. (Foto: iStock)

Como fazer com que a ceia de Natal e a virada sejam tranquilas para todos? Evitar o climão nem sempre é tarefa fácil, e muitas vezes precisamos ter jogo de cintura para não provocar um mal-estar ou uma discussão generalizada na família.

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Por isso, contamos com a ajuda da psicóloga, psicanalista e terapeuta familiar Raquel Jandozza, que deu 10 conselhos para lidar com essa situação da forma mais saudável possível.

Especialista dá 10 conselhos para evitar conflitos nas festas de fim de ano

 

  • Tenha em mente que a discordância é normal em todas as relações humanas

 

“A discordância e as divergências de ideias fazem parte de qualquer relacionamento humano. Então, é muito comum que nos deparemos com essas situações, tanto nas festas de fim de ano quanto no dia a dia. O que eu aconselho é ponderar até que ponto vale a pena o desgaste do embate.”

 

  • Coloque seu bem-estar mental sempre em primeiro lugar

 

“Quando estamos sendo o alvo, ou nos solidarizamos com as vítimas do preconceito e queremos nos posicionar, temos que ter em mente que o preconceituoso está pouco aberto ao diálogo. Precisamos entender que essas pessoas ameaçam o nosso bem-estar mental. Portanto, aconselho a ter mais autocuidado ao entrar em discussões.”

 

  • Pare, respire fundo e tente se acalmar

 

“Antes de entrar em uma discussão, é preciso parar, respirar e tentar entender o contexto. Pergunte a si mesmo se respondendo a uma provocação você estará se protegendo. O proteger, nesse caso, não é entrar na conversa na defensiva. Porque a partir do momento em que você entra na defensiva, já está contra-atacando.”

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  • Não responda desrespeito com desrespeito

 

“Aquele parente, aquele tio, aquele primo que está vociferando um monte de bobagem não vai estar aberto a nenhum tipo de desconstrução, pelo menos naquela hora. Inclusive, está sendo bastante desrespeitoso àquele momento que tem um objetivo: ser uma festa ou um encontro amigável. A melhor solução pode ser sinalizar isso, dizendo algo como: ‘Olha, acho que esse não é o momento para a gente trazer esses assuntos à tona. Estamos reunidos para celebrar a união’.”

 

  • Preze pelo momento de celebração e deixe a conversa séria para depois

 

“Isso é importante não só para manter a paz, mas também caso você queira abordar esse assunto com mais calma e em outro contexto com essa pessoa. O que acaba acontecendo nas festas é que algumas pessoas, que geralmente não têm muito tempo de contato e não se veem há um tempo, sentem que precisam lavar toda a roupa suja, trazer todos os assuntos, falar sobre tudo naquele único momento.”

 

  • Saiba que o processo de desconstrução só pode começar com o respeito mútuo entre as pessoas

 

“É preciso ter em mente que os familiares podem ser pessoas boas que estão mal informadas e talvez precisem passar por um processo de desconstrução. Para isso, no entanto, é necessário que você mostre um caminho para que seja possível existir um diálogo. Isso é possível dizendo coisas como: ‘Você realmente quer falar sobre isso? Vamos deixar para uma outra hora? Porque esse momento não é adequado. Vamos marcar depois?’”.

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  • Lembre-se de que, na maioria das vezes, a briga é uma disputa de egos

 

“Quando a pessoa discute, significa que as primeiras alternativas, que englobam a questão do diálogo, já ficaram para trás. Já virou uma briga. E quando é uma briga, já virou disputa de poder, disputa de ego, de quem tem mais ou menos razão. Nesse caso, nenhum dos lados sai ganhando. Porque mesmo que você tenha o seu argumento e uma clara certeza de posição, a depender de como está correndo essa discussão, você também perde: em saúde, em bem-estar, em deixar de curtir aquele momento…”

 

  • Conecte-se com o real significado do Natal

 

“Para as pessoas que foram hostis conosco em meses ou épocas passadas, precisamos tentar entender que o Natal não é um encontro marcado para que as diferenças sejam resolvidas de uma só vez. Mas isso não significa que você vai ter que jogar tudo debaixo do tapete. Talvez possa chamar aquela pessoa e tentar conversar. Principalmente se você se sentiu irremediavelmente ofendido por mensagens ofensivas no WhatsApp, por exemplo”.

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  • Mantenha a cordialidade, sempre

 

“Mesmo com as pessoas que foram hostis com você. Isso já vai dando a ela um exemplo de como as coisas podem funcionar quando essa conversa das divergências for estabelecida. A resolução dos conflitos não vai ser em um encontro de celebração, com pessoas que não têm nada a ver com isso. Porque muitas vezes a lavagem de roupa suja dá errado porque naquele ambiente tem crianças, tias, avós, pessoas que não têm ciência do que está acontecendo. E isso não vai ser pertinente para ninguém.”

 

  • Não discutir nas festas de fim de ano não quer dizer que você não tem coragem ou dignidade

 

“Entenda que ao se colocar e se portar da maneira adequada para que os encontros em família atinjam os seus propósitos torna tudo melhor para todo mundo, inclusive para você. Isso significa respeitar a si mesmo, em primeiro lugar, e às outras pessoas. Num primeiro momento, quem está muito magoado e com várias coisas presas na garganta pode sentir que está perdendo a dignidade ou o orgulho próprio ao ficar quieto, mas não é isso. É justamente por ter orgulho, por saber quem você é e por estar assumindo um compromisso consigo, que deve se proteger e não entrar nessa pilha. Não deixe que essas agressões ocupem e acabem estragando o seu evento familiar.”