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Clínica Geral

Alucinações: saiba por que nem sempre confiar em seus sentidos

Por Redação Doutíssima 10/07/2013

Um bom ilusionista pode fazer o público achar que está vendo algo que realmente não ocorre, como um animal desaparecer no ar ou um buquê aparecer em um lenço. Pois saiba que alucinações são diferentes, já que nelas a pessoa não está reagindo a um estímulo real do mundo exterior. É o cérebro que cria sua própria estimulação, podendo ter como causa um distúrbio ou uma doença mental.

O que são alucinações?

Alucinação é uma falsa percepção que ocorre sem qualquer estímulo externo identificável ​​e indica uma anormalidade no modo como uma situação é vista. Ela pode ocorrer em qualquer das cinco modalidades sensoriais. Portanto, elas incluem ver, ouvir, provar, sentir ou cheirar algo que, em realidade, não está lá.

É preciso diferenciá-las das ilusões, que são equívocos a partir de estímulos externos reais. Em outras palavras, uma ilusão é essencialmente ver, ouvir, provar, sentir ou cheirar algo que está lá, mas perceber esse algo ou interpretá-lo de forma errada. Na alucinação tudo está dentro da sua mente.

Geralmente, esses eventos são vistos em pacientes com as seguintes doenças mentais: distúrbios psicóticos, transtorno bipolar, depressão psicótica, delírio ou demência. Além disso, são relatadas por até 75% em pacientes com esquizofrenia.

Vale saber que isso não significa que ver coisas irreais está limitado a pessoas que estão física ou emocionalmente doentes. Segundo pesquisadores da Universidade de Stanford, dos Estados Unidos, 38,7% das pessoas chegam a relatar experiências alucinatórias.

Essas criações do cérebro podem ser induzidas por diversos gatilhos, como anfetaminas, cocaína, alucinógenos, esteroides e certos tipos de maconha. Podem ser bastante normais especialmente durante o processo de luto – por exemplo, ouvir a voz ou ver um ente querido que já falecer.

alucinações

A terapia é um bom caminho para entender com as alucinações. Foto: iStock, Getty Images

As alucinações são tratáveis?

Primeiro o seu médico precisa descobrir o que está causando esses eventos. Ele vai levar o seu histórico médico em consideração e também fazer um exame físico. A partir daí, fará perguntas sobre seus sintomas.

É possível que ele submeta você a testes, para ajudar a identificar o problema. Por exemplo, um eletroencefalograma verifica a existência de padrões incomuns de atividade elétrica no cérebro. A ressonância magnética é outra possibilidade para o diagnóstico.

Dados seus poderosos imãs e ondas de rádio, consegue fazer imagens de estruturas dentro do corpo e assim descobrir se há um tumor cerebral ou algo parecido – como uma área que teve um pequeno acidente vascular cerebral e poderia estar causando o problema.

Basicamente, a solução passa pelo tratamento da doença subjacente que está causando as alucinações. É possível que ele inclua medicações para esquizofrenia ou demências, anticonvulsivantes para tratar epilepsia e tratamento para degeneração macular, glaucoma e catarata.

Além disso, sessões com um terapeuta são capazes de ajudar. A terapia cognitivo-comportamental, que se concentra em mudanças no pensamento e no comportamento, é capaz de ajudar algumas pessoas a gerirem melhor os seus sintomas.

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