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Tumor cerebral pode ser benigno ou maligno. Saiba mais!

Por Redação Doutíssima 29/10/2014

O tumor cerebral é caracterizado pelo crescimento incomum de células no interior do crânio. Esse aumento anormal lesiona as células sadias do cérebro devido à pressão exercida por essa massa. Existem diferenças entre os tumores cerebrais, que podem ser benignos ou malignos – que dão origem ao câncer.

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Presença de tumor no cérebro sempre precisa de intervenção médica. Foto: iStock, Getty Images

Os tumores, que podem se localizar em qualquer parte do cérebro, são responsáveis por pressioná-lo dentro crânio. Uma das causas da pressão cerebral é o crescimento do tumor e o inchaço, que bloqueiam a circulação do líquido cefalorraquidiano (o “amortecedor” do córtex cerebral e da medula espinhal).

 

Devido a essa pressão, podem aparecer sintomas como: dor de cabeça, visão turva, falta de equilíbrio, sonolência extrema, náuseas, vômitos e convulsões.

 

Variação da agressividade classifica o tumor cerebral

 

O tumor é classificado de acordo com a velocidade de desenvolvimento. Quando é menos agressivo, tem um crescimento lento e dificilmente retorna em caso de remoção cirúrgica – em poucos casos, espalha-se para outras regiões e pode ser eliminado completamente na cirurgia.

 

Quando é mais agressivo, cresce com rapidez, pode voltar depois da cirurgia (mesmo que tenha sido totalmente eliminado), apresenta metástase (nova formação de tumor) em outras regiões e não pode depender apenas da cirurgia, sendo necessário recorrer à radioterapia e quimioterapia para que não volte a aparecer.

 

São divididos, os tumores cerebrais, em dois grandes grupos: o primário, que tem origem dentro do crânio, e o secundário (também chamado de metastático), que tem origem em outro órgão e se espalha pelo corpo.

 

De acordo com a célula que o desenvolve, o tumor recebe um nome. São conhecidos mais de 100 tipos de tumor cerebral, sendo que a maioria aparece nas células gliais, responsáveis pelo sistema nervoso e que são chamados de glioma.

 

Tumores cerebrais mais comuns

 

Os gliomas abrangem o tumor cerebral maligno mais comum, o astrocitoma. Ele surge de células chamadas astrócitos, que podem ter um crescimento rápido ou lento. Somente é possível a remoção total do tumor se ele ainda estiver em estágio inicial.

 

Em média, 20% dos tumores no cérebro fazem parte dessa categoria. O perigo dos astrocitomas é a capacidade de disseminação deles pelo tecido normal do cérebro e contaminação do líquido cefalorraquidiano, o que torna difícil remover o tumor de maneira cirúrgica.

 

Outros tumores com origem nos gliomas são o oligodendroglioma (que se forma a partir das células de sustentação do tecido cerebral) e os ependinomas (que afetam os ventrículos, responsáveis por guardar o líquido do cérebro e a espinha dorsal).

 

Esses dois tipos de tumor cerebral podem ser completamente removidos cirurgicamente, ao contrário dos astrocitomas.

 

Outros tumores recorrentes são o meduloblastoma, que aparece no cerebelo, os tumores da hipófise (localizada na base do crânio), o craniofaringioma – que se desenvolve logo acima da hipófise –, o hemangioblastoma (que aparece nas células dos vasos sanguíneos), os linfomas, os tumores da medula espinhal e da região pineal, e o neuroma acústico (que cresce no nervo auditivo).

 

Diagnóstico do tumor cerebral

 

Para diagnosticar um tumor, o médico geralmente solicita os exames de encefalograma, tomografia computadorizada, ressonância magnética e biópsia estereostática. O tratamento para tumor cerebral consiste basicamente em cirurgia, mas também pode ser feito com quimioterapia e radioterapia.

 

 

 

 


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