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Redes sociais influenciam diretamente na autoestima

Por Redação Doutíssima 12/02/2014

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A maneira pela qual alguém utiliza as mídias sociais pode refletir não apenas inteligência e personalidade, mas os sentimentos profundamente enraizados sobre si próprio. Como uma pessoa usa o Facebook pode revelar seu nível de autoestima e determinação na vida.

Embora pessoas com diferentes níveis de autoestima passem seu tempo criando seus perfis online no Facebook, notadamente estilos diferentes surgem entre aqueles com maior confiança em comparação com aqueles mais preocupados sobre como os outros os enxergam. Esses resultados foram apresentados por uma equipe de pesquisadores internacionais no encontro INTERACT 2013 na Cidade do Cabo, África do Sul.

“Os tipos de ações que os usuários tomam e os tipos de informações que estão adicionando aos seus murais e perfis do Facebook são um reflexo de suas identidades”, S. Shyam Sundar, professor de comunicação e co-diretor do Media Effects Research Laboratory na Penn State University. “Basicamente, você é o seu Facebook, e apesar de toda a sua socialidade, o Facebook é um meio muito pessoal”.

Em essência, os usuários de mídias sociais podem retratar um sentido muito preciso de si próprio a partir das imagens criadas e mantidas on-line, afirmaram os pesquisadores. Pessoas com baixa autoestima tendem a se preocupar mais com o que os outros publicam sobre elas na rede social, enquanto aquelas com maior autoestima tendem a gastar mais tempo construindo a sua marca pessoal, adicionando cada vez mais informações sobre o que gostam, não gostam, opiniões e percepções. Essas pessoas demonstram um maior sentido de “agência pessoal”, afirmou Sunbar. Por outro lado, aqueles com tendências mais neuróticas passam mais tempo monitorando seu mural do Facebook, apagando publicações indesejadas de outras pessoas.

“Quanto mais você se conecta ao Facebook, mais acha que os itens que publica — fotos, por exemplo — fazem parte da sua identidade e maior a probabilidade de que você verá essas publicações como seus bens virtuais”, disse Sundar.

No estudo, os pesquisadores sociais analisaram como 225 estudantes de uma universidade da Coreia do Sul construíram seus perfis no Facebook, e como editaram as informações associadas com ou enviadas para os seus murais pelos amigos. Em seguida, os participantes responderam perguntas sobre a quantidade de informações que compartilharam sobre a família, trabalho e relacionamentos, além de informações sobre a frequência na qual atualizaram e alteraram informações em seus murais.

Para quantificar a autoestima e comportamento de automonitoramento, os pesquisadores perguntaram sobre autovalorização e como os alunos optam por se apresentar em público, dividindo-os em grupos de baixa e de alta autoestima. Os pesquisadores sugeriram que estudos futuros examinem como os diferentes tipos de usuários de mídias sociais se comportam nas redes sociais, incluindo a frequência das atualizações de fotos e exatamente como eles definem suas configurações de privacidade.


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