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Saúde Mental

A dependência da nicotina leva à depressão e aumenta o risco de suicídio

Por Redação Doutíssima 05/03/2014

 

Estudos mostram que os efeitos devastadores do tabagismo vão muito além dos prejuízos à saúde, estando relacionados também a problemas psíquicos.

 

dependência da nicotina

 

Um estudo britânico recente indicou que parar de fumar torna a pessoa mais ‘zen’ e muito mais feliz, o que foi comprovado por uma pesquisa francesa que acrescentou: a dependência da nicotina está fortemente ligada à depressão e aumenta de forma considerável o risco de suicídio.
Os resultados dos dois estudos são surpreendentes e servem de alerta para os fumantes. De acordo com a pesquisa britânica, que foi desenvolvida com fumantes moderadamente dependentes, quem conseguiu parar de fumar definitivamente se sentiram menos deprimidas e e também menos ansiosas. Ainda, passaram a ter uma visão mais positiva da vida do que os que não conseguiram.
Já o estudo francês apresentou resultados mais alarmantes. Coordenada pelo chefe de psiquiatria e dependência do Hospital Bichat, Professor Michel Lejoyeux, a pesquisa aponta que a dependência da nicotina expõe o fumante a um risco maior de suicídio. Foram examinados 200 pacientes no departamento de emergência do hospital, todos após uma tentativa de suicídio.
“Nós medimos a dependência da nicotina nos pacientes pelo teste de Fagerström, que apontou uma taxa de fumantes surpreendente entre os pacientes que tentaram se matar: 57%. Conseguimos identificar ainda que as tentativas de suicídio feitas por fumantes são mais graves. Os fumantes tentam por mais vezes o suicídio e colocam a própria vida em risco de maneira mais agressiva, com uma incidência maior de internação em hospitais psiquiátricos também”, afirmou Michel Lejoyeux.
O professor destacou ainda que há duas maneiras de interpretar os resultados da pesquisa. Segundo ele, é possível entender que “o tabagismo é um sinal de sofrimento psicológico. Quando você fuma, provavelmente é mais ansioso, deprimido e/ou viciado em álcool. Mas há outra explicação ainda mais preocupante: pode ser que a nicotina aumente o risco de depressão, levando até mesmo ao suicídio. E nós não somos os únicos a interpretar desta forma. Outras equipes que também estudam esse tema também dizem o mesmo”, concluiu.

 

 

A dependência da nicotina e do álcool

 

 

dependência da nicotina

 

 

O estudo mostrou ainda que os pacientes que tentaram suicídio, além de viciados em tabaco, possuíam também uma dependência ao álcool. “Constatamos que os fumantes bebem mais álcool (cerca de 4 bebidas em média por dia, contra apenas uma para os não-fumantes)”, ressaltou Michel Lejoyeux, afirmando que mais de um terço dos fumantes são viciados em álcool.
O professor destacou também que é preciso aprofundar ainda mais os estudos para que se possa ter ainda mais segurança nas conclusões, mas não se pode afastar indícios tão fortes entre a dependência da nicotina e o risco de suicídio. “Obviamente, não pode ter a certeza, mas o estudo mostra o efeito deprimente e assustador do cigarro. A nicotina diminui consideravelmente a taxa de neurotransmissores, responsáveis pela regulação do humor, quer dizer do bom humor”, lembrou.
dependência da nicotinaTanto o estudo britânico quanto o francês seguem no sentido contrário ao pensamento popular que há décadas sustentam um possível efeito antidepressivo do cigarro. É o oposto, reforçam os especialistas: “isso pode ser por causa da publicidade ao tabaco desenvolvida por seus fabricantes. Além disso, já foram descobertos diversos equívocos em relação aos efeitos eufóricos do tabagismo”, disse o professor.
Em seu livro “Desperte seus desejos”, o Michel Lejoyeux afirma que deixar de fumar traz de volta os mais diversos desejos da pessoa e que o tabaco não o torna nem feliz nem mesmo ‘zen’. Perguntado sobre se os resultados deste estudo podem contribuir para uma mudança no pensamento das pessoas, o professor foi enfático: “sim! E nós não falamos ao fumante para que ele espere estar de bom humor para começar um tratamento contra o vício. É parando de fumar que você vai despertar os seus desejos e recuperar sua energia”.
Por fim, Michel Lejoyeux ressalta que as mensagens de prevenção também devem mudar, destacando também os riscos de depressão e de suicídio, que são pouco conhecidos do público que possui uma dependência da nicotina. “Sem ser excessivamente dramático ou assustador, é possível apresentar uma lista dos efeitos nocivos do tabaco, incluindo o risco de depressão e suicídio. Há mais gosto quando se aproveita a vida sem cigarros”, concluiu.

 

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