Clínica Geral

Parkinson: como a doença degenerativa atinge o sistema nervoso

Por Redação Doutíssima 24/10/2014

O mal de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, caracterizada por ser lentamente progressiva, bem como idiopática – o que significa que não há causas conhecidas.

 

Tremedeira caracteriza o Parkinson

 

Popularmente, a doença é conhecida por um dos seus sintomas: a costumeira tremedeira, especialmente nas mãos. O Parkinson raramente acontece antes dos 50 anos de idade e pode comprometer de forma igual ambos os sexos.

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Doença acomete homens e mulheres em geral a partir dos 50 anos. Foto: iStock, Getty Images

Entre os sintomas que podem servir de alerta para o surgimento do Parkinson está a rigidez muscular e o tremor de repouso, além da hipocrineia, conhecida como diminuição da mobilidade e a instabilidade postural.

 

Entenda o que causa o Parkinson

 

A explicação clínica para o Parkinson é que a doença é uma anomalia principal que reflete em uma perda de neurônios de uma área específica do cérebro, que produzirá a diminuição de uma substância chamada dopamina, alterando os movimentos chamados extrapiramidais (não voluntários).

 

A doença é instável em termos de aparecimento. Isso significa que ela pode começar às vezes com um tremor, outras vezes com falta de mímica facial, diminuição do piscar, olhar fixo e movimentos lentos

 

Além disso, a voz pode se tornar monótona, o que faz com que seja fácil de acontecer de escorrer saliva pelos cantos da boca. A pele, principalmente a facial, fica com uma propensão à uma aparência lustrosa de oleosidade excessiva e também seborreica.

 

Também é possível notar que a marcha fica cada vez mais difícil, com passos pequenos, arrastando os pés, com os braços encolhidos e tronco inclinado. Em casos avançados, a pessoa aumenta a velocidade da marcha para não cair. Outras vezes, pode ficar parado (congelado) com enorme dificuldade para se colocar em movimento.

 

Os tremores involuntários, característicos do mal de Parkinson, podem se manifestar em uma ou em várias partes do corpo. Eles podem ser descritos pelos três R: Regular, Rítmico e de Repouso. A doença se caracteriza ainda por diminuir com os movimentos voluntários, se manifestando sobretudo nas mãos.

 

Como existe uma hipocinesia, que se caracteriza por um déficit dos movimentos automáticos, o paciente fica como que parado, estático, com os movimentos voluntários lentos, diminuindo a capacidade inclusive de escrever, ficando a letra pequena (micrografia) e a linguagem monótona e às vezes inteligível.

 

Como se dá o diagnóstico

 

O diagnóstico na fase inicial muitas vezes não é fácil. Como de costume, o mesmo deverá ser realizado por um médico, preferencialmente neurologista, que dirá se a causa é idiopática (causa desconhecida), ou se é devido a outras causas.

 

Os sintomas acima referidos podem se dar devido a medicamentos variados (fenotiazinas, haloperidol, reserpina, lítio, cinarizinas e flunarizina), porém não costumam ser tão intensos.

 

Intoxicação por monóxido de carbono ou manganês, infartos cerebrais dos gânglios de base, hidrocefalia, traumatismos cranioencefálicos, encefalites, podem ser a causa desta doença, que tem tratamento e controle, porém não tem cura.

 

No entanto, não é necessário que haja uma preocupação relacionada à falta de cura. Isso porque, atualmente, a maioria das doenças neurológicas já são altamente tratáveis, garantindo maior qualidade de vida ao paciente.

 

 


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