Guia do Câncer

Conheça os métodos de diagnóstico do tumor na próstata

Por Redação Doutíssima 23/11/2014

Segunda forma mais incidente entre os homens no Brasil, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma, o tumor na próstata é o sexto tipo de neoplasia mais frequente no mundo. Em linhas gerais, é tido como doença da terceira idade, já que representa em torno de ¾ dos casos de câncer a partir de 65 anos em diversos países.

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Prevenção é maneira de evitar complicações do câncer na próstata. Foto: iStock, Getty Images

Em terras brasileiras, o tumor na próstata mata quase 14 mil pessoas por ano segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Diagnosticada precocemente, as chances de cura da doença são consideravelmente altas.

Exames preventivos buscam tumor na próstata

A detecção do tumor na próstata atualmente é feita essencialmente a partir de três métodos. Antes de serem prescritos, no entanto, o médico realiza o screening, ou seja, uma avaliação que consiste na análise do perfil do paciente.

A proposta desta triagem é identificar fatores de risco, isto é, a possibilidade de desenvolvimento de tumor na próstata conforme apreciação do histórico familiar, constatação de maus hábitos alimentares (carência de fibras, excesso de gorduras), tabagismo, consumo de álcool e sedentarismo.

No geral, o Antígeno Prostático-Específico (PSA) é o primeiro exame recomendado pelo médico quando há suspeita da presença de tumor na próstata com base nos achados do screening. O PSA é um teste sanguíneo que identifica modificações na próstata, glândula que produz e armazena líquido seminal dentro do sistema reprodutor masculino.

Tumor na próstata confirmado com toque retal

Nem todas as alterações na próstata são, contudo, câncer. Por isso, o próximo teste a ser realizado é o toque retal, exame em que o especialista toca a região anterior do reto para verificar aumento da glândula, endurecimento ou existência de nódulos locais. Por muitos anos, o toque retal foi o único meio de indicação de mutações prostáticas.

Outra forma de identificação de tumor na próstata disponível hoje em dia é a ultrassonografia ou ecografia transretal. Com o uso de um aparelho de captação de imagem introduzido no paciente, o médico consegue visualizar a glândula e demais estruturas do assoalho pélvico, o que permite a sinalização de anormalidades.

Ainda não disponível às clínicas de saúde, o EN2 é um teste que promete endossar a relação de exames de detecção do câncer de próstata.

Em observações realizadas pela universidade britânica Surrey, o teste, que tem como base a mensuração da chamada engrailed-2 ou EN2, produzida por células cancerígenas no local, alerta sobre a existência de câncer de próstata com uma precisão duas vezes maior do que o PSA.

Enquanto o PSA sugere a existência de alterações em 30% a 40% dos casos em investigação, o futuro teste anuncia diagnosticar entre 60% e 70% dos tumores de próstata.

Para ser utilizado em escala mundial, o exame necessita, todavia, de aprovação das agências reguladoras de saúde de cada país. A previsão é de que a novidade passe a ser aplicada a partir do próximo ano em algumas nações.

O tamanho normal da próstata aproxima-se ao de uma azeitona. Qualquer expansão da glândula, via de regra, deve ser investigada. O câncer de próstata mais conhecido é o do tipo adenocarcinoma (cancro que se origina em tecido glandular).

 

 

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