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Especialidades

Veja como aplicar a insulina em casos de diabetes

Por Redação Doutíssima 14/12/2014

Quem convive com a diabetes precisa inserir em sua rotina diária a aplicação da insulina. Apesar de assustar no início, especialmente aqueles recém-diagnosticados com diabetes tipo 1, a prática se torna uma atividade corriqueira.

 

Mas, é fundamental o treino e adoção da técnica correta de aplicação, pois, caso contrário, o diabético corre o risco de apresentar grave descontrole glicêmico.

 

A principal recomendação médica é de que a insulina seja injetada no tecido subcutâneo, que é a camada de gordura que fica logo abaixo da pele. Se a agulha atingir o músculo, por exemplo, a insulina será absorvida mais rapidamente pelo organismo, sem falar que a dor será maior.

 

Técnica precisa diminui dor e torna mais eficaz a aplicação do hormônio. Foto: iStock, Getty Images

Técnica precisa diminui dor e torna mais eficaz a aplicação do hormônio. Foto: iStock, Getty Images

 

Aplicação da insulina e o tamanho da agulha

 

Já se a aplicação da insulina for mais superficial, o hormônio ficará na pele, afetando seu início de ação e a duração no organismo. Por isto, é de extrema importância que o indivíduo com diabetes aprenda e conheça a técnica correta de aplicação, afinal, a injeção de insulina faz parte do tratamento da doença.

 

A aplicação da insulina, segundo profissionais de saúde, depende do tamanho da agulha usada no processo. No entanto, o indicado é fazer uma prega subcutânea e inserir a agulha em um ângulo de 90 graus.

 

Caso a agulha seja de 4 mm ou de 5 mm, a prega subcutânea é dispensável e a única recomendação é que a injeção seja feita em ângulo de 90 graus. No entanto, é importante ressaltar que o ângulo de 90 graus não é indicado para todos os locais de aplicação.

 

Se a área do corpo escolhido para a insulina tiver menos gordura, a aplicação deve ser feita em um ângulo de 45 graus para evitar injeção intramuscular.

 

Para que a aplicação da insulina se dê de forma segura e eficaz, primeiramente o paciente deverá passar álcool com um movimento único no local escolhido para a injeção.

 

Só então é que deverá se fazer uma prega subcutânea utilizando apenas os dedos polegar e indicador, mantendo uma pequena distância do ponto de aplicação para então inserir a agulha com um movimento rápido.

 

Na sequência, o indivíduo deve empurrar o êmbolo, ou botão, no caso de caneta, para injetar a insulina no organismo. Concluído esta etapa, deve-se esperar cinco segundos, no caso de seringa, ou dez segundos, caso a aplicação seja por meio de caneta, antes de retirar a agulha da pele, soltando, em seguida, a prega subcutânea.

 

Procure fazer um rodízio entre os locais de aplicação, pois essa conduta diminui o risco de complicações na região da aplicação, tal como a hipertrofia, que é a formação de pontos endurecidos abaixo da pele, e a atrofia, formação de depressões no relevo da pele ocasionado por perda de gordura.

 

Caneta para aplicar insulina

Mais fáceis de usar e cada vez mais populares, as canetas para aplicação da insulina vem substituindo cada dia mais a seringa convencional. Como não exige refrigeração, o instrumento pode ser transportado na bolsa ou no bolso da camisa.

 

Além disto, oferecem mais segurança no ajuste de dosagens pequenas, o que tem feito com que elas sejam a escolha dos pais de crianças com diabetes. No entanto, apesar das facilidades, tanto a seringa como a caneta usam agulhas descartáveis que devem ser trocadas a cada aplicação.

 

Mas uma nova técnica de aplicação de insulina foi lançada este ano no mercado americano. O novo método substitui as injeções por um inalador de insulina, evitando, assim as picadas diárias antes das refeições.

 

Por meio dele, o hormônio é inalado por um pequeno inalador de 12 a 14 minutos antes das refeições, para que, assim, a insulina se iguale à liberação do hormônio que acontece em indivíduos não diabéticos durante as refeições.

 

Só que o medicamento deve ser utilizado em combinação com uma insulina de ação lenta em pacientes com diabetes tipo 1 e não é recomendado a pessoas que fumam ou tratam cetoacidose diabética. Ainda não há previsão de lançamento da insulina inalável para diabéticos no Brasil.

 

 

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