Saúde

Entenda como a cleptomania afeta a vida das pessoas

Por Redação Doutíssima 05/03/2015

A cleptomania, ou furto compulsivo patológico, é um distúrbio sério, que faz parte do quadro de Transtornos no Controle dos Impulsos e é mais comum do que se imagina. Este distúrbio afeta seis a cada mil pessoas, de acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

cleptomania

Furto compulsivo é distúrbio, merece atenção e deve ser avaliado por psiquiatra. Foto: iStock, Getty Images

No entanto, apenas 5% das pessoas que cometem furtos sofrem do distúrbio. Geralmente, os objetos subtraídos são de pequeno valor e sem importância ou necessidade para uso monetário ou pessoal.

O distúrbio mexe com o emocional das pessoas, que têm mais chances de desenvolver depressão, transtorno de ansiedade, alimentar ou de personalidade.

Significado da cleptomania

A cleptomania é um transtorno psicopatológico caracterizado pelo fracasso de uma pessoa em resistir à sua vontade de roubar ou furtar objetos. Ansiedade e tensão são sentimentos comuns e que se tornam intensos momentos antes do ato de surrupiar algo que não é seu.

Alívio, prazer e satisfação são sensações imediatas após o ato, mas minutos após o furto a pessoa se sente culpa e frustrada por cometer o mesmo erro novamente.

Dificilmente uma pessoa que tenha o distúrbio abrirá seu problema para um amigo ou familiar. A vergonha e o sentimento de frustração em ser incapaz de controlar os próprios atos são fatores limitadores para que a pessoa divida o problema com alguém.

Esse é um distúrbio que é mais comum em mulheres por volta dos 35 anos de idade e em homens, é mais comum após os 50 anos.

Sem causa conhecida, a cleptomania prejudica a qualidade de vida das pessoas que sofrem desse transtorno e de seus familiares.

Os médicos já  conseguiram relacionar o surgimento do distúrbio com uma infância problemática e disfuncional, e, no campo neurológico, estudos sugerem que alterações na comunicação de neurotransmissores, em especial a serotonina, estariam envolvidos.

Geralmente, o distúrbio inicia na adolescência e, se não tratada, perdura por toda a vida adulta. Dificilmente, os sintomas e os atos da pessoa que sofre do transtorno mudam sem ajuda psicológica.

Como é o tratamento para cleptomania

O tratamento para o transtorno é complexo, exige medicamentos e acompanhamento com psicólogos e psiquiatras. Entre os remédios administrados estão antidepressivos, psicoestimulantes, isolados ou combinados, e estabilizadores de humor.

Em paralelo aos medicamentos, é aconselhável que pessoas que sofrem de cleptomania também façam terapia psicocomportamental, psicanalítica, cognitivo-comportamental ou psicodinâmica.

 

Estudos recentes mostram que quanto mais o paciente fala e reage sobre esse problema, mais fácil é para ele controlar os sintomas. A cura total só é possível em cerca de 20% dos casos.

 

Famosos cleptomaníacos

A cleptomania já foi motivo de notícia internacional quando a atriz hollywoodiana Winona Ryder, de 36 anos, passou o dia experimentando roupas na famosa gripe Saks, na Fifth Avenue, em Hollywood, e saiu sem pagar diversas peças. O caso aconteceu em 2006 e Winona chegou a ser presa. A atriz faz tratamento para o distúrbio.

 

Outros casos famosos, mas envolvendo brasileiros, são os furtos de  gravata do rabino Henry Sobel e os vasos roubados de um cemitério pelo estilista Ronaldo Ésper.

 

O transtorno também já foi discutido em novela quando a personagem vivida por Cristtiane Torloni, a Haydée, em América sofria do distúrbio. O drama vivido pela personagem motivou muitas pessoas a procurarem ajuda.

 

 

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