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Educação inclusiva: escola precisa ter postura acolhedora

Por Redação Doutíssima 05/08/2015

O nome já diz muito: educação inclusiva. Mas não são apenas os estudantes com alguma dificuldade que devem ser incluídos, mas toda a comunidade, desde os pais, professores e direção até outros membros da escola, que devem acolher esses alunos em conjunto para que a inclusão seja real.

 

Educação inclusiva tem que incluir todo mundo

De acordo com Marta Gil, socióloga e consultora na área de Inclusão de Pessoas com Deficiência, as mudanças devem começar em cada um de nós. “No início é difícil, mas é preciso lembrar que mesmo entre as crianças que não possuem deficiência não existem duas pessoas iguais, mesmo que sejam gêmeos”, exemplifica.

educação inclusiva

Na educação inclusiva é fundamental saber lidar com as diferenças. Foto: iStock, Getty Images

O ideal, afirma a socióloga, seria que os professores fossem todos preparados para lidar com as diferenças, mas nem sempre esta é a realidade. A professora é uma das envolvidas no projeto de educação inclusiva EducaBrasil, que visa ajudar a fornecer subsídios aos professores, com tecnologias didáticas para todos os tipos de deficiências.

 

A socióloga afirma que um dos medos dos professores é de ter que inventar algo que não sabe, mas já existem ferramentas, basta se atualizar. “Já tem muita coisa pronta, queremos levar um olhar de otimismo, um olhar para o aluno”, diz Marta. Ela afirma que a atualização é um investimento que fará com que também os demais alunos aprendam melhor.

 

A educação inclusiva na escola, sugere a professora, pode também acontecer a partir da aproximação da instituição com os pais. “Para eles também foi tudo novidade quando a criança nasceu e eles podem dar ótimas dicas para a escola e para os professores”, indica.

 

Outras conversas necessárias são com os colegas, para preparar a recepção ao aluno, e com o próprio interessado, para entender suas potencialidades e limites.

 

Para que o processo de educação inclusiva seja completo, a socióloga dá algumas dicas. “Não basta envolver apenas a turma onde a criança vai ser inserida, é preciso conversar também com o pessoal da secretaria, da lancheria, o porteiro, fazer uma rede de apoio”, recomenda.

 

Dados e leis sobre educação inclusiva

Em 2015 foi instituída a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Mas a educação especial está prevista no Brasil desde a Constituição Federal de 1988 e incluída na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) de 1996.

 

Além disso, o Brasil ratificou em 2009 a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

Dados do último censo, realizado em 2010, diz que o Brasil tem mais de 45 milhões de pessoas com alguma deficiência, limitação funcional ou ambas. Esse número representa 23,9% da população do País.

 

Por sua vez, o Ministério da Educação indica que houve nos últimos anos um crescimento de 198% no número de professores com formação em educação especial. Embora insuficiente para as dimensões do País, são avanços.

 

Para auxiliar no processo de educação inclusiva existe o Atendimento Educacional Especializado (AEE), que reúne atividades, recursos de acessibilidade e práticas pedagógicos, organizados e oferecidos complementarmente aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento ou estudantes com altas habilidades.

 

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