A atividade física é uma das maiores aliadas na luta pelo corpo saudável e algumas modalidades geram efeitos mais intensos, ou mais rápidos, que outros. Um exemplo disso é o treino metabólico, que não só mantém como melhora toda a condição física de quem o pratica.

 

De acordo com o preparador físico Sandro Barone, trata-se de um tipo de treino que visa melhorar a capacidade anaeróbica normalmente. Mas academicamente, ele também pode ser um treino aeróbico.

treino metabolico
Treino com alto número de repetições e cargas moderadas promove perda de gordura corporal. Foto: iStock

“Os treinos com uma característica mais metabólica têm, normalmente, um número de repetições maior e principalmente, os intervalos são reduzidos”, acrescenta o também educador físico Felipe Kutianski.

Treino metabólico usa gordura corporal

Durante o treino metabólico, queima-se muitas calorias, sendo a maioria delas provenientes da degradação do ácido lático e do glicogênio muscular e hepático. O que a literatura científica encontrou de “novidade” ao longo dos últimos anos, conforme Barone, é que após gastar tantas calorias, utiliza-se a gordura corporal para repor tal perda.

“Na verdade, um treino metabólico que dure 30 minutos por dia, quatro vezes por semana, não irá só manter, mas melhorará a condição física da pessoa” reforça Barone. Isso por que, por ter seu intervalo reduzido, os treinos metabólicos podem ser mais curtos, em comparação aos tensionais, como diz Kutianski, preparador físico na Ziva Brasil.

O treino metabólico pode ser desenvolvido de várias formas e através de diferentes técnicas. Os mais comuns envolvem um número alto de repetições, cargas moderadas e intervalos curtos. Também pode envolver caminhadas, corridas, bicicletas e exercícios que explorem o peso corporal. A diferença está na intensidade.

Treino metabólico deve ser supervisionado

Qualquer pessoa pode praticar o treino metabólico, não há restrições. No entanto, é imprescindível que haja orientação e supervisão de um profissional da Educação Física.

“Todos podem fazer, mediante liberação médica, para casos de cardiopatias ou outras afecções que interfiram na capacidade cardiorrespiratória. Além disso, cabe ao profissional de Educação Física, formado e credenciado ao seu Conselho Regional, saber dosar as relações entre volume, intensidade e tempo de recuperação”, ressalta Barone.

E os alertas desses profissionais merecem ainda maior reflexão no dia primeiro de Setembro, data em que se comemora o Dia do Profissional de Educação Física.

Kutianski faz um importante registro: não é o método, equipamento ou técnica que é proibida para a pessoa. É a pessoa que é restrita ao método, equipamento ou técnica. “Antes de iniciar com treinos desta característica, converse com seu professor”, salienta.

A data em que se comemora o Dia do Profissional de Educação Física é a mesma em que entrou em vigor a lei que regulamenta a profissão. De acordo com dados do Conselho Federal de Educação Física (Confef), 3,4 bilhões de brasileiros praticam atividades físicas em 20 mil academias. Segundo o conselho, o Brasil possui 239 mil profissionais da área.

Assim, toda atividade física deve ser orientada por um educador físico, após liberação médica. É ele quem vai adequar os treinos às reais necessidades e, principalmente, às possíveis limitações do indivíduo. Por isso, jamais inicie qualquer prática sem estar devidamente amparado por pessoas qualificadas.

 

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