O cão é considerado o melhor amigo do homem, mas um cão-guia é um anjo para quem tem algum tipo de deficiência visual. Graças a ele, pessoas com vários graus de cegueira conseguem ter mobilidade e independência. Assim, conseguem, sozinhas, ir a restaurantes, andar de ônibus ou outras coisas que mais desejarem.

 

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil há mais de seis milhões de pessoas com grande dificuldade para enxergar e cerca de 530 mil são cegas. Estima-se, porém, que existam apenas 100 cães-guia no País.

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Cães podem ser treinados para que consigam agir como guia de pessoas com deficiência visual. Foto: iStock, Getty Images

Desde 2005, o país conta com a Lei 11.126/05, que garante a qualquer pessoa com deficiência visual o direito de entrar e permanecer em espaços de uso coletivo acompanhadas de cão-guia. Caso algum estabelecimento descumpra a lei, pode haver multa e até interdição.

 

Como é o treinamento do cão-guia

A primeira tentativa sistemática de treinar cães para ajudar pessoas cegas aconteceu por volta de 1780, em Paris. Hoje em dia, cerca de 20 raças são usadas para esse trabalho, mas a mais comum é o labrador – dócil, calmo e muito inteligente.

Não é todo cachorro que é capaz de virar guia, já que existe uma linhagem específica com rigorosa seleção genética e comportamental.

 

O treinamento pode ser feito em escolas especializadas, que começam o trabalho a partir do segundo mês de vida do animal – momento em que inicia o processo de socialização. Depois, começa o treinamento específico: encontrar saídas e entradas, desviar de obstáculos, identificar objetos, ignorar distrações, dentre outros comandos. A última etapa é feita com o usuário.

 

O trabalho de um cão como guia dura de oito a dez anos, dependendo da disposição e saúde do animal. Depois, ele é colocado para a adoção.

 

Como ter um cão-guia

Muitas ONGs disponibilizam treinamento de cães-guias, e diversas disponibilizam o animal gratuitamente. Além disso, algumas instituições do governo foram criadas para atender essa demanda.

 

Para consegui-lo, é necessário fazer inscrição em uma dessas instituições. Vale a pena ressaltar que muitas vezes a fila de espera é grande, pois essas ONGs trabalham com um número limitado de animais porque atuam apenas com doações. Uma opção mais cara pode ser importar um cão de outro país.

 

Os requisitos para conseguir o animal são comprovar a deficiência visual, ter boa saúde física e mental, e ser capaz de cuidar dele em suas necessidades básicas. As instituições brasileiras que prestam esse serviço são:

 

Projeto Cão-Guia SESI-SP 

Instituto de responsabilidade e Inclusão Social 

Cão Guia Brasil 

Associação Cão Guia de Cego 

 

Regras de etiqueta

Por mais tentador que seja acariciar um cão-guia, lembre-se que ele é responsável por liderar alguém que não pode ver. Não se deve distraí-lo, já que a segurança de uma pessoa depende da atenção e concentração do cão. Além disso, jamais ofereça comida ou outras guloseimas. Recompensas são usadas apenas ​​como ferramenta motivacional e de treinamento.

 

Embora os cães-guia não leem sinais de trânsito, eles são responsáveis ​​por ajudar seus manipuladores a atravessar ruas com segurança. Por isso, não buzine ou ligue os faróis para sinalizar quando é seguro atravessar, já que para o animal isso pode ser perturbador e confuso.

 

Quando não está cumprindo sua função, o cão-guia é tratado da mesma forma que animais de estimação. Porém, como segurança, apenas brinquedos específicos estão autorizados – por isso, não os ofereça sem antes pedir permissão ao manipulador.

 

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