A amamentação exclusiva significa dar somente o leite materno para o bebê, prática recomendada até os primeiros seis meses de vida. Pesquisas indicam que esse processo não é respeitado por todas as mães, o que pode ocasionar maiores chances de vários problemas de saúde.

 

Amamentação exclusiva não é respeitada

Um novo estudo publicado na revista Pediatrics aponta que mais de 40% dos pais introduzem alimentos sólidos aos filhos antes dos quatro meses de vida. Isso contraria a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que defende a amamentação exclusiva da criança até os seis meses.

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Aleitamento materno é essencial para garantir a saúde e a proteção do organismo do bebê. Foto: iStock, Getty Images

A equipe de pesquisadores analisou dados de cerca de 1,3 mil mães que introduziram alimentos sólidos aos bebês durante o primeiro ano.

Eles descobriram que o maior percentual de crianças cujas mães introduziram alimentos sólidos antes dos quatro meses estava entre aquelas alimentadas exclusivamente com uma fórmula infantil, enquanto o menor estava entre as crianças que foram amamentadas exclusivamente pelo seio.

 

As justificativas mais comuns dadas para a introdução de alimentos sólidos precocemente foram de que o bebê parecia com fome, a mãe queria alimentá-lo com algo além do leite materno ou fórmula e os próprios pequenos queriam os alimentos. Além disso, algumas mães falaram que foi indicação médica ou que acreditavam que isso ajudaria a criança a dormir mais à noite.

 

Por que a amamentação exclusiva é importante?

Apresentar alimentos sólidos muito cedo é capaz de causar riscos à saúde. Segundo pesquisadores, os corpos dos bebês ainda não estão preparados para mastigar e engolir.

 

Além disso, bebês amamentados têm menos chance de diarreia, vômitos, constipação e eczema, além de menor probabilidade de obesidade no futuro – e, consequentemente, do desenvolvimento de diabetes tipo 2 e outras doenças relacionadas à obesidade.

 

Qualquer quantidade de amamentação é capaz de ter efeitos positivos. Quanto mais tempo você amamentar, mais proteção e maiores benefícios o bebê terá. Vale destacar que a conhecida fórmula infantil não fornece a mesma proteção. Isso porque o leite materno se adapta ao crescimento do bebê, atendendo suas necessidades.

 

Como amamentar o bebê

A nutricionista Eveline Duarte, especializada em nutrição materno infantil, indica que amamentar é um problema para muitas mulheres. “A amamentação é um período de muitas dificuldades e dúvidas para a mulher”, diz. Por isso, ela selecionou algumas dicas capazes de ajudar as novas mamães a amamentarem exclusivamente por mais tempo:

 

1. Dieta da mãe

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Para manter o bebê nutrido com o aleitamento, dieta da mulher precisa ser balanceada. Foto: iStock, Getty Images

Assim como na gestação, no aleitamento a mãe precisa manter uma alimentação focada em nutrientes. A composição do leite materno será determinada pela quantidade de nutrientes ingeridos.

A única forma de aumentar o volume de leite é o consumo de água e o bebê sugando corretamente. A alimentação balanceada, sem excessos e sem álcool, é a recomendada para a mãe que amamenta.

 

2. Tempo entre cada mamada

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Amamentação pode ocorrer entre duas a quatro horas e de acordo com a vontade do bebê. Foto: iStock, Getty Images

Não há um tempo específico entre as mamadas. Por isso, o ideal é a livre demanda até que o bebê se adapte aos horários. Porém, esse intervalo deve ser de duas a quatro horas.

3. Cuidados com as mamas

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Massagear os seios antes ou após a hora da amamentação ajuda a evitar formação de nódulos. Foto: iStock, Getty Images

Para evitar rachaduras na mama e manter o ambiente higienizado para o bebê, a especialista recomenda não usar cremes, pomadas, sabão ou sabonete nos mamilos.

Além disso, banho de sol nas mamas por 10 a 15 minutos sem roupa, massagens circulares antes e depois de cada mamada para facilitar a ejeção de leite e não formar nódulo, e passar sempre um pouco do próprio leite após a mamada são bons hábitos.

 

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