Qualidade de vida

Aborto de repetição: saiba quais são as causas e como tratar

Por Redação Doutíssima 30/09/2015

O aborto é uma situação que traz muita frustração e dor para o casal, mas já imaginou quando a situação acontece novamente? Quando a perda gestacional ocorre mais de uma vez, é chamada de aborto de repetição, também conhecido como abortamento habitual.

 

Causas do aborto de repetição

Qual é o período certo para engravidar? Hoje, o que se sabe é que gravidez entre 35 e 39 anos aumenta em 25% as chances de aborto. Já na gestação de 40 a 45 anos, as chances de ocorrer o aborto chegam a 50%.

aborto de repeticao

O abortamento habitual pode ter as chances elevadas com o vício do cigarro. Foto: iStock, Getty Images

Os abortos espontâneos e de repetição são mais comuns acima dos 35 anos, é também nessa faixa etária que as chances de anomalias e malformações do feto ajudam a aumentar a ocorrência de perda gestacional.

Conforme o Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia (IPGO), o consumo de álcool e/ou cafeína em excesso, cigarro, drogas e até mesmo o índice de massa corporal acima de 30 ou abaixo de 18,5, também aumentam as chances em 50% de acontecer o aborto de repetição.

Mas esse tipo de perda nem sempre é perceptível. Muitas vezes, após o atraso do ciclo menstrual, a mulher finalmente sente sua menstruação “descer”. É nesse momento que o aborto acontece sem que ela perceba. No sangue eliminado, também veio o embrião fecundado, recém-formado.

 

Nesse tipo de aborto silencioso, que acontece juntamente com a menstruação, uma das causas é que a mulher rejeita a gravidez porque o embrião é um corpo estranho. Essa rejeição é natural, já que o embrião se instala no organismo da mulher e não é reconhecido. Devido a esse estranhamento é que ocorre a eliminação do embrião fecundado junto com a menstruação.

O que é considerado aborto?

Os médicos consideram aborto quando a gravidez é interrompida entre a 20ª e 25ª semana, ou seja, até o quinto mês. Porém, o feto precisa ter no máximo 500 gramas para que o aborto espontâneo, provocado ou de repetição aconteça.

Especialistas afirmam que mesmo que a mulher tenha três abortos consecutivos, ela ainda apresenta 70% de chances de ter uma próxima gestação tranquila. Mas nesses casos, quando o aborto de repetição aconteceu, é extremamente importante o acompanhamento médico para que seja identificada a causa da perda gestacional.

Em 30% a 40% dos abortos não se consegue identificar a causa. Mas hereditariedade também é uma das causas a ser estudada nesses casos.

A deficiência de vitaminas também prejudica o desenvolvimento do feto e gestação, então é importante que a gestante fique atenta aos hábitos alimentares que mantém antes e durante a gravidez.

Há tratamento para a perda gestacional consecutiva, mas para isso é preciso que o casal procure um médico especialista para descobrirem as causas dos abortos.

Como investigar o aborto de repetição?

O primeiro passo é descobrir quando aconteceu o aborto, que pode ser considerado precoce quando acontece até a 12º semana e tardio quando acontece entre a 12º e 20 semana.

 

Nos abortos precoces, o médico avalia o casal geneticamente, para observar se não há nenhuma má formação genética ou problemas genéticos. Na perda gestacional precoce, as principais causas são genéticas.

Na perda tardia, pode ser uma dificuldade do útero em expandir o seu tamanho e a incompetência cervical, que é a capacidade de manter o útero fechado para levar a gravidez até o fim.

 

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