Mais que gerar cansaço, estresse e falta de tempo, a rotina apressada também pode prejudicar a sua alimentação. E um dos problemas ocasionados pela má nutrição é a fome oculta. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, uma em cada quatro pessoas tem deficiência de vitaminas e minerais.

 

Características da fome oculta

Segundo a nutricionista Fúlvia Gomes Hazarabedian, da Academia Bio Ritmo, a fome oculta caracteriza-se por apresentar a necessidade de um ou mais nutrientes, mesmo que não haja sinais de carência pelo corpo. As alterações são silenciosas, mas deixam sequelas. De acordo com a profissional, a disfunção nutricional aumenta o risco de desenvolvimento de doenças como câncer, osteoporose, diabetes e distúrbios cardiovasculares.

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Um dos problemas ocasionados pela má nutrição é a fome oculta. Foto: iStock, Getty Images

Fúlvia destaca que o problema é o estágio anterior ao surgimento dos sinais clínicos de carência e não está necessariamente associado a enfermidades definidas de forma clara, como as que são observadas na desnutrição.

Como o corpo não apresenta sintomas característicos da ausência de vitaminas e minerais, ela se instala de forma silenciosa e imperceptível, causando prejuízos à saúde, mesmo que não evolua. Além disso, etapas do metabolismo podem ser comprometidas, assim como alterações no sistema imunológico.

A nutricionista aponta sinais que podem ser notados após grande falta de vitaminas e nutrientes causada pela fome oculta: musculatura contraída, retraída, dolorida ou com cãibras; cansaço, fraqueza e irritabilidade; sangramento vaginal, alterações na pele e mucosas, queda de cabelos e até mesmo flacidez da pele.

 

Prevenção e tratamento

Para a profissional, é através da alimentação equilibrada, rica em vitaminas e minerais, que é possível prevenir e também reverter o problema. “Pessoas que fazem dietas muito restritivas e sem acompanhamento, desportistas com treinos em excesso, principalmente atividade aeróbica, devem ter sempre cuidado com a alimentação devido as perdas calóricas e de sais com o aumento da sudorese”, alerta.

Entre os principais compostos apontados por Fúlvia para evitar a fome oculta e que não podem ficar de fora da boa alimentação são as vitaminas A, do complexo B, vitamina C, D e os minerais potássio, magnésio, zinco. É possível encontrá-los em alimentos comuns do dia a dia, como ovos, leite, queijo, cenoura, espinafre, agrião, couve, manga, mamão, caju, goiaba, carne de fígado, abóbora, batata-doce e pimentão vermelho.

 

Além disso, o ferro pode ser absorvido por meio do consumo de carnes vermelhas, peixes e na gema do ovo também. O nutriente está em alimentos de origem vegetal, como cereais integrais, vegetais escuros, como berinjela e beterraba, oleaginosas, grãos, melado de cana-de-açúcar e açúcar mascavo.

Segundo o Instituto de Nutrição da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), 90% das famílias brasileiras têm acesso ao sal iodado, logo, a deficiência do micronutriente já não é problema por aqui. Entretanto, a carência da substância pode provocar alterações no sistema nervoso e também durante a gestação.

 

Ainda, o iodo citado pela nutricionista pode ser encontrado no salmão, algas marinhas, leite e seus derivados, ovos, carne bovina, carne de fígado, mexilhão, atum, bacalhau, castanha do Pará e na semente de quinoa.

 

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