Para os pais preocupações com os filhos são bastante naturais. Eles vão se machucar? Lidar com experiências dolorosas? Crises de estresse e tensão? Acontece que ser uma mãe superprotetora pode acabar roubando das crianças experiências essenciais para o seu desenvolvimento. Deixar os filhos cometer erros é capaz de ajudá-los a ser mais independentes, agora e no futuro.

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Filhos superprotegidos possuem maior tendência a sofrer bullying no colégio. Foto: iStock, Getty Images

 

Superproteção pode levar a traumas

Segundo uma pesquisa publicada na revista Child Abuse & Neglect, os filhos de pais superprotetores possuem maior tendência a sofrer bullying no colégio. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores da Universidade de Warnick, do Reino Unido, revisaram mais de 70 estudos anteriormente realizados e chegaram a uma amostragem de aproximadamente 200 mil crianças.

 

Há ainda outros comportamentos censuráveis dos pais que são capazes também de levar a uma maior incidência desses casos, como abuso e negligência. Como comportamentos positivos foram apurados a boa comunicação com os filhos e o apoio, por exemplo.

 

Uma outra pesquisa realizada pela Universidade Mary Washington, dos Estados Unidos, e publicada na versão online do Journal of Child and Family Studies, mostrou que crianças com mãe superprotetora possuem maior tendência a desenvolver depressão. Para realizar o levantamento, foi feita uma pesquisa online com 297 estudantes, de 18 a 23 anos.

 

Foi solicitado aos participantes que descrevessem o comportamento de suas mães, bem como suas percepções sobre autonomia, competência e habilidades sociais. Em jovens que descreveram comportamentos superprotetores, houve maior incidência de depressão e menores índices de satisfação com a vida, autonomia, competência e habilidades sociais.

 

Como evitar ser uma mãe superprotetora

A superproteção é capaz de assumir muitas formas. Algumas mães podem tentar evitar um problema antes que ele venha à tona, enquanto outras são tolerantes demais com o mau comportamento, por exemplo.

 

Recorrer a isso de vez em quando não a classifica como superprotetora, mas se virar rotina acaba criando um padrão de comportamento desaconselhável. Confira 5 dicas para controlar esses impulsos naturais e criar o seu filho para o sucesso:

 

– Não tenha medo de mudanças

 

Já ao dar os primeiros passos seu filho tentará coisas novas. Os problemas de aprendizagem e atenção talvez sejam marcos difíceis para ele, mas isso não significa que ele não deve arriscar. Ao invés de alimentar temores, apresente planos para resolvê-los. Não tenha medo de mudar.

 

– Trabalhe a ansiedade

 

Quando a criança vai dormir fora de casa ou brincar na casa de um amigo sem sua supervisão, às vezes você se sente ansiosa – e não raramente proíbe esse tipo de “saída”. Pois o melhor a fazer é falar com seu filho, explicar sua ansiedade, mas jamais proibi-lo dessas atividades cotidianas para os jovens. Deixe-o experimentar essas vivências.

 

– Estabeleça e mantenha expectativas

 

Caso seu filho esteja propenso a acessos de raiva, muitas vezes é mais fácil esquecer o problema do que impor regras de comportamento. Vale insistir nessas regras, permitindo que ele saiba que é responsável por seus atos e deve suportar as consequências.

 

– Deixe o seu filho cometer erros

 

Se ele tem problemas com amizades ou na escola, não é raro que as mães queiram ajudar. Porém, ao menos que ele esteja em perigo ou prestes a cometer um erro irreparável, o melhor é deixá-lo buscar a solução por conta própria. Com isso, ele será capaz de desenvolver a habilidade de autoconsciência, muito importante agora e no futuro.

 

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