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Especialidades

Coração artificial: uma alternativa à longa espera

Por Redação Doutíssima 24/02/2014

Prótese totalmente artificial, que foi implantada em um paciente de 76 anos na França, pode ajudar a reduzir a angústia de pacientes que aguardam transplantes.

coração artificial

O coração artificial Carmat, implantado pela primeira vez há dois meses em um hospital francês, vem dando provas de que representa um dos maiores avanços da medicina desta década. O homem de 76 anos que recebeu a prótese estava em uma fase terminal de insuficiência cardíaca e vem reagindo muito bem como o novo coração.

De acordo com matéria publicada pelo jornal francês Le Parisien, a recuperação do paciente é considerada satisfatória, o que dá provas do sucesso do coração totalmente artificial, projeto liderado pelo professor Alain Carpentier.
Boa parte desse sucesso do implante do coração artificial, ainda segundo a publicação francesa, se deve ao empenho do paciente em contribuir para sua própria evolução. O quadro de problemas respiratórios, que são normais em casos de insuficiência cardíaca, está sendo revertido com a ajuda de exercícios de reabilitação.

De acordo com a equipe médica responsável pelo paciente, apesar de parecer demorada a recuperação pós-operatória, não há quase nenhum aspecto diferente da que decorre de um transplante de coração natural em um paciente com características idênticas.

Atualmente o paciente se alimenta normalmente, não precisa utilizar de forma contínua aparelhos de respiração artificial e nem mesmo toma anticoagulantes, que foram suspensos desde o dia 10 de janeiro.

Como funciona o coração artificial?

coração artificial

De acordo com a empresa Carmat, fundada pelo professor Alain Carpentier, o coração artificial total pesa três vezes mais do que o órgão natural, mas possui todas as funcionalidades do mesmo. O jornal Libération chamou a atenção para uma das principais limitações da prótese: devido ao peso, só pode beneficiar apenas as pessoas mais corpulentas. O coração artifical, segundo o jornal, é compatível com apenas 70 por cento dos tórax dos homens e 25 por cento das mulheres.

De acordo com Philippe Pouletty, co-fundador da empresa, o coração artificial imita totalmente um coração humano normal, com dois ventrículos que bombeiam o sangue, como faria o músculo cardíaco, além de possuir sensores que permitem acelerar ou desacelerar o coração, aumentar e diminuir a cadência. “O doente dorme, a frequência diminui; sobe escadas, acelera. Por isso ele se diferencia de uma bomba mecânica”, afirmou.

O projeto para a criação da do coração artificial teve duração de vinte anos, até se chegar à uma prótese totalmente implantável e que se adapta ao esforço, o que tem como premissa a autonomia do paciente. A prótese possui quatro válvulas e dois ventrículos, é instalada ao lado do coração e pode se tornar, em um futuro próximo, uma alternativa ao transplante em pacientes em estágio avançado de insuficiência cardíaca.

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