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Diane 35: tudo o que você precisa saber sobre a polêmica dessa pílula anticoncepcional. Vilã ou mocinha?

Por Redação Doutíssima 19/03/2014

Diane 35As pílulas anticoncepcionais continuam sendo um dos métodos preferidos das mulheres na hora de se prevenirem contra a gravidez. Existem diversos tipos e o que faz bem para uma pessoa, nem sempre faz bem para outra. Os efeitos variam especialmente por causa dos hormônios. “Pílulas anticoncepcionais são medicamentos compostos por hormônios sintéticos parecidos com os hormônios naturais estrogênio e progesterona, produzidos pelos ovários”, explica a ginecologista Marilda Plácido, professora da Faculdade de Medicina de Petrópolis.

Entre os vários tipos disponíveis no mercado, encontramos a pílula Diane 35, que gerou grande polêmica no mundo todo. Confira!

 

Diane 35: vilã ou mocinha?

Em todo o mundo, foram relatados 125 casos de trombose venosa e quatro mortes de mulheres usuárias da pílula nos últimos 25 anos. As mulheres que apresentaram graves problemas de saúde com a pílula Diane 35, com idades entre 18 e 42 anos, sofreram acidentes vasculares variados, como embolia pulmonar ou derrame.

Na França, a pílula fabricada pelo laboratório alemão Bayer começou a ser vendida como um tratamento antiacne, mas, desde em 1987, é amplamente receitada como contraceptivo. A pílula chegou a ser proibida no país.

No Brasil, a Diane 35 é usada no Brasil como anticoncepcional e também para controle do hirsutismo (excesso de pelos), ovários policísticos e acne em mulheres. É uma cartela com 21 comprimidos e sete dias de intervalo.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou um informe alertando para os riscos da pílula Diane 35 para pacientes com histórico de processos trombóticos (formação de coágulos em veias ou artérias).

Apesar da polêmica, a Anvisa diz que até o momento não recebeu relatos de profissionais de saúde sobre problemas com o produto. O informe da Anvisa lembra que a bula do produto já traz alertas referentes ao risco de trombose arterial ou venosa. Por isso, deve ser respeitada a contraindicação da pílula para pessoas que tenham sofrido trombose venosa profunda, embolia pulmonar, infarto ou AVC, e também para mulheres com sinais que possam preceder esses problemas, como angina (dor no peito) e episódio isquêmico transitório.

 

Diane 35Palavra do fabricante

A Bayer informou que Diane 35 é um medicamento aprovado pelas autoridades de saúde para o tratamento da acne em mulheres e como anticoncepcional em alguns países. Ele também é aprovado para diferentes indicações nos 116 países em que é comercializado.

“Diane 35 deve ser prescrito estritamente como indicado na bula e depois de uma consulta médica, seguindo indicação e de acordo com as indicações da bula. O risco de tromboembolismo venoso (TEV) é conhecido e claramente mencionado na bula do produto. Como para qualquer droga, a prescrição de Diane 35 é monitorada de perto. Os resultados deste monitoramento são comunicados às autoridades de saúde, seguindo regulamentação aplicável de farmacovigilância”, diz o comunicado do laboratório.

A companhia também diz que sempre colaborou com as autoridades de saúde para fornecer todas as informações relevantes sobre a utilização e o perfil de benefício/risco do Diane 35 e vai continuar a fazê-lo.

 

Confira a opinião do especialista:

 

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