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Conheça os efeitos da esclerose múltipla e como conviver com a doença

Por Redação Doutíssima 06/07/2014

A esclerose múltipla conta com aliados para amenizar seus efeitos e um deles é a fisioterapia. As atividades fisioterápicas podem ajudar a aliviar os incômodos provocados pela esclerose múltipla, como a fadiga, depressão e alterações urinárias e sexuais.

Incidência da esclerose múltipla

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que a esclerose múltipla afeta em torno de 2,5 milhões de pessoas no mundo inteiro. Ela é uma doença inflamatória, degenerativa e sem cura, que compromete áreas do cérebro, nervo óptico e medula espinhal.

O diagnóstico da esclerose múltipla deve ser realizado por um neurologista. Foto: Shutterstock

O diagnóstico da esclerose múltipla deve ser realizado por um neurologista. Foto: Shutterstock

Sintomas da esclerose múltipla

A esclerose múltipla tem sintomas variados, partindo desde o embaçamento da visão em conjunto com dor ocular, visão dupla, vertigem ou tontura, além da falta de coordenação nos movimentos, incontinência urinária, disfunção erétil e a demora no raciocínio.

Os sintomas que mais se tem queixa, entretanto, são a fadiga em demasia, a fraqueza e o adormecimento de membros, cujos prejuízos são notados durante as atividades rotineiras do portador, devido a frequência com que ocorrem. A fadiga é descrita como um cansaço intenso, que em nada tem relação com o nível de atividade nem com o grau de incapacidade física.

Impactos da esclerose múltipla

A esclerose múltipla causa falta de motivação e de sono, sensação de incapacidade e diminuição de libido ou desejo sexual. As crises tendem a piorar com o progresso do dia e se agravam com o calor e a umidade, aparecendo facilmente e de maneira repentina. Acontece de forma mais severa que a fadiga normal e pode interferir nas responsabilidades diárias.

A fadiga afeta entre 70% e 90% dos portadores de esclerose múltipla, sendo o sintoma mais difícil de ser tratado, por ser facilmente confundido. Sua ocorrência pode causar equívocos, especialmente entre familiares, amigos ou empregadores. Podem ocorrer mal entendidos e os membros da família podem pensar que a pessoa com esclerose múltipla não está fazendo o que pode.

Outros agravantes são os problemas sexuais podem surgir entre o casal e os empregadores podem rotular a pessoa de preguiçosa. O resultado da fadiga pode ser um impacto devastador sobre a rotina diária, o bem-estar geral e a situação do paciente no emprego.

Diagnóstico e tratamento da esclerose múltipla

O diagnóstico da esclerose múltipla deve ser dado por um neurologista, o qual, sabendo não existir cura, recomendará um acompanhamento adequado para conseguir manter os portadores um pouco mais ativos. O tratamento dos surtos é feito através da administração de corticoide intravenoso durante o período de três a cinco dias.

Esta medida ajuda na recuperação mais rápida, no entanto, há medicamentos indicados para reduzir a frequência e a intensidade dos surtos, auxiliando no retardamento da progressão da doença.

Para aliviar incômodos, os aliados fundamentais são multidisciplinares e envolvem a fisioterapia, a fonoaudiologia e a terapia ocupacional. Juntas, as especialidades atuam diretamente nos transtornos da fadiga, depressão, alterações urinárias e sexuais.

 

 

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