Dieta

Entenda por que o consumo de proteínas de origem animal é nocivo

Por Redação Doutíssima 31/10/2014

O conselho é dado até pela Organização Mundial da Saúde: reduzir o consumo de proteínas é importante para evitar problemas de colesterol alto. Afinal, como é sabido, níveis elevados de LDL (o colesterol ruim) contribuem fortemente para a incidência de ataques cardíacos.

proteínas

Reduza a quantidade de proteínas na sua dieta para ter mais saúde. Foto: iStock, Getty Images

Um estudo da Universidade de Harvard, dos Estados Unidos, inclusive já sugeriu que pessoa que ingerem menor quantidade de carne vermelha tendem a viver mais e ter menos chances de desenvolver doenças cardíacas.

 

Da mesma forma, quem consome sempre pratos que levam proteínas está mais exposto aos cânceres de intestino, boca, faringe, estômago, mama e próstata. E sempre é válido lembrar que o enfarte e o câncer configuram-se como as principais causas de morte no planeta.

 

Cuidado com as proteínas é fundamental

 

Para pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia, a alimentação exagerada de carne, ovos e lácteos pode ser tão prejudicial à saúde quanto fumar. De acordo com os estudos, altos níveis de proteína animal nas refeições de pessoas com menos de 65 anos podem ter conexão com um aumento de quatro vezes no perigo de morte por câncer.

 

Os efeitos nocivos dos alimentos de origem animal foram, por outro lado, quase descartados quando a proteína tinha origem em fontes vegetais, como feijões e legumes.

 

Entre outras conclusões, o estudo aconselha o consumo de proteínas de linha não-animal à alimentação. Nozes, castanhas, amêndoas, gergelim e sementes de girassol são comumente recomendados para estes casos.

 

Mesmo o consumo moderado de proteínas pode ser prejudicial

 

Ainda que consumidas de forma moderada, as proteínas animais são suspeitas também de ampliarem as chances de complicações do diabetes por sobrecarregarem o fígado, órgão que realiza a conversão de nutrientes em glicose, substância responsável pela provisão de energia às células e ao corpo.

 

As proteínas de origem animal – aí incluem-se carnes, queijos e derivados – concentram gorduras em diferentes níveis, o que pode causar diversos danos ao organismo. O risco da dieta rica em proteínas parece, na verdade, estar no consumo em longo prazo, quando a sobrecarga metabólica se torna constante.

 

Estima-se que um brasileiro médio coma anualmente cerca de 40 quilos de carne de gado, 32 quilos de frango e 11 quilos de porco.

 

Embora o consumo exagerado de produtos de procedência animal possa ser bastante prejudicial ao metabolismo, bani-los totalmente do cardápio não é saudável, já que a falta do nutriente pode desencadear algumas formas de anemia, além de comprometer a reparação dos tecidos e até o funcionamento de neurotransmissores.

 

É por isso que aos vegetarianos o reforço proteico é frequentemente aconselhado por médicos e nutricionistas.

 

A recomendação da Academia Nacional de Ciências americana é a inclusão máxima de 0,8 grama/dia de proteína por quilo de peso. Nestas quantidades, acredita-se que é possível absorver a parte boa deste tipo de alimento, a exemplo da vitamina B12, sem expor o organismo aos eventuais aspectos negativos do grupo nutricional.

 

 


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