Fertilidade

Primeiro bebê de proveta do Brasil faz 30 anos. Saiba mais sobre a técnica

Por Redação Doutíssima 05/11/2014

A técnica de fecundação em laboratório, também chamada de in vitro, completou três décadas no Brasil. O método já promoveu a felicidade de milhares de famílias que sonhavam em gestar seus filhos, mas, por algum motivo, não conseguiam engravidar.

Ter um bebê de proveta tornou-se a solução de gestação para a mulher com mais idade, podendo ou não usar um óvulo mais jovem, pessoas com problemas de infertilidade, produções independentes e também a casais homossexuais.

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Fertilização in vitro ajuda as mulheres a conseguirem engravidar. Foto: iStock, Getty Images

O primeiro bebê de proveta do Brasil e o primeiro da América Latina é uma jovem curtibana nascida em outubro de 1984, chamada Ana Paula Caldeira. A inseminação foi realizada pelo médico Milton Nakamura, em seis mulheres que desejavam engravidar – na ocasião, apenas uma obteve sucesso.

Técnicas para o bebê de proveta

certa confusão entre inseminação artificial ou intrauterina e fertilização in vitro. Nem todas as mulheres que fazem tratamentos para engravidar geram bebê de proveta.

A inseminação artificial ou intrauterina é uma técnica onde a fecundação ocorre espontaneamente dentro do corpo. É feito um tratamento com hormônios para estimular a ovulação e é inserido na cavidade uterina o sêmen (contendo espermatozoides), previamente colhido do pai ou doador.

É um método mais barato que o in vitro e as chances da mulher engravidar ficam em torno de 15%.

Fertilização in vitro e o bebê de proveta

A fecundação se dá quando o óvulo se encontra com o espermatozoide dentro do corpo da mulher, em uma das trompas. Mas quando, por algum motivo, este encontro não ocorre de forma natural, a fertilização in vitro – FIV pode resolver o problema.

A técnica consiste em promover este encontro entre óvulo e espermatozoide fora do organismo feminino. Bebê de proveta foi um termo dado a esta técnica de fecundação em laboratório.

Para a técnica de FIV convencional, óvulo e espermatozoides são coletados, selecionados e colocados juntos, em ambiente que simula as trompas. Assim, o óvulo é naturalmente fertilizado e depois o embrião é colocado na cavidade uterina.

Quando existe alguma dificuldade do espermatozoide fecundar o óvulo naturalmente, pode-se utilizar a técnica que em inglês chama-se Intra Cytoplasmic Sperm Injection – ICSI. Neste método, o espermatozoide é colocado diretamente dentro do óvulo através de uma injeção.

Estes tratamentos são bem mais caros que a inseminação, mas as chances da mulher engravidar são em torno de 40%, dependendo de fatores de saúde e idade.

Gravidez múltipla

A gestação de mais de um bebê é mais frequente em mulheres que fazem fertilização in vitro do que na gravidez de forma natural. Muitos casais acham a ideia muito bem-vinda pois, como já havia a dificuldade de engravidar, a chegada de mais de uma criança é motivo de alegria.

A gestação de gêmeos e até trigêmeos é mais comum na FIV porque no tratamento vários óvulos são colocados para fertilização. Dos que são fecundados, alguns são escolhidos e inseridos na cavidade uterina, dando mais chances de engravidar a mulher. É fundamental que os casais que optam pela FIV saibam desta possibilidade e estejam preparados para uma gravidez múltipla.

 

 


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