Fertilidade

Congelamento de óvulos é opção para gerar criança no futuro

Por Redação Doutíssima 03/11/2014

O primeiro bebê de proveta – termo que não é mais usado – nascido na América Latina já completou 30 anos. Desde o nascimento de Anna Paula Caldeira em 1984 até agora, muita coisa mudou na medicina.

As técnicas de fertilização in vitro e de inseminação artificial necessitam de óvulos e espermatozoides e podem ser feitas a qualquer momento. Quando pensadas para o futuro, é preciso que haja tanto o congelamento de óvulos quanto o de espermatozoides.

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Método ajuda mulheres que precisam passar por tratamentos. Foto: iStock, Getty Images

Não há prazo para o congelamento de óvulos

Em ambos os congelamentos não existe limite para que a reserva fique guardada. No caso do congelamento de óvulos, assim que o material genético passou pelo procedimento não envelhece mais. Por isso a técnica é indicada para mulheres que queiram ter filhos mais tarde, já que a idade influencia na gestação.

O congelamento de óvulos também é indicado em caso de mulheres que passarão por tratamentos agressivos, como quimioterapia e radioterapia, casos de menopausa precoce e também para casais que obtiveram excesso de óvulos durante uma fertilização in vitro.

A técnica, entretanto, ainda é cara. Custa entre R$ 13 mil e R$ 16 mil, mais o custo do procedimento para a colocação do óvulo no útero, valor que pode chegar a R$ 20 mil. Em casos de baixa renda, o Sistema Único de Saúde (SUS) pode arcar com os custos do procedimento.

Como é feito o congelamento de óvulos?

O congelamento de óvulos pode ser feito através de dois métodos. O primeiro é diminuir gradativamente a temperatura após a inclusão do frio protetor, ou ainda por vitrificação.

Esse é um processo de congelamento rápido, quando o óvulo é congelado de maneira abrupta. A escolha pelo procedimento adequado deve ser discutida entre o casal e seu médico de referência.

O material que for congelado não corre o risco de “vencimento”. No entanto, o casal ou apenas a mulher podem desistir de manter o congelamento de óvulos, e quando isso acontecer o descarte é necessário. A legislação brasileira não permite que haja doação espontânea, apenas para pesquisa.

Riscos do procedimentos

Para realizar o congelamento de óvulos, a mulher precisa passar por uma estimulação hormonal para produzir mais óvulos em um mesmo ciclo. É nesse momento que podem acontecer complicações, como reação aos hormônios usados no procedimento ou ainda uma produção exagerada de óvulos – essa reação se chama síndrome do hiperestímulo ovariano.

Essas reações podem ser responsáveis pelo surgimento de distúrbios metabólicos, dor abdominal e até retenção de líquidos na região da barriga.

O procedimento em si, onde há a retirada do óvulos para o congelamento, é feito com anestesia. Um ultrassom guia a agulha que fará a ruptura dos óvulos via vagina. Ao chegar nos ovários essa agulha irá sugar os óvulos, que podem ser retirados em uma média de 20 – número indicado pelos médicos.

Os riscos envolvendo a punção para a retirada de óvulos podem ser quanto a uma possível lesão em vasos da pelve ou se o sangramento, natural ao procedimento, não cessar no período previsto. O médico que acompanha a mulher indicará a maneira mais adequada para tratar ambos os casos.


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