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HPV na boca: quais são as causas, sintomas e tratamentos

Por Redação Doutíssima 14/11/2014

O HPV na boca ocorre quando o vírus entra em contato com a boca. Essa transmissão pode acontecer por efeito direto com lesões infectadas ou por contato íntimo. A doença pode afetar o céu da boca, os lábios, a língua e até mesmo a garganta. Os sintomas consistem em pequenas lesões, parecidas com verrugas.

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Vírus pode ser transmitido através do beijo ou do sexo oral. Foto: iStock, Getty Images

Formas de contágio do HPV na boca

Uma das formas mais fáceis de pegar HPV na boca é através do sexo oral. Quando o parceiro possui HPV nos órgãos genitais, a chance de transmitir para a boca é enorme.

Outra forma de adquirir a doença é beijar pessoas que estejam infectadas. Nem sempre o HPV na boca vai causar aquelas bolinhas. O parceiro pode estar com a doença e você nem saber quando for beijá-lo.

Por isso a importância de se ter cuidado com as pessoas que beijamos. Muitos indivíduos beijam qualquer pessoa em festas e acabam, semanas depois, tendo que conviver com a doença.

HPV na boca exige tratamento constante

O tratamento do HPV na boca normalmente é feito com cirurgia, para analisar as lesões do paciente. Mas apenas retirar as feridas não garante que a doença não possa surgir novamente.

Dessa forma, quem sofre com o vírus precisa fazer um tratamento com medicamentos antivirais por um período de dois anos. Nesse tempo todo, além do tratamento, é necessário que o paciente consulte frequentemente o médico, a fim de que ele analise a situação.

E tome cuidado com a automedicação. Muitas pessoas, quando possuem algum sintoma de doença, já vão logo se automedicando. Essa atitude é errada e pode acabar piorando a situação.

Isso porque pode acontecer de a DST estar “mascarada”, ou seja, você vai achar que está curado, mas na verdade o vírus vai continuar ativo. Por isso, o tratamento dura dois anos.

O melhor jeito de prevenir o HPV na boca é ter cuidado com as pessoas que se beija. Utilizar preservativo durante as relações sexuais, mesmo que seja sexo oral, também é essencial.

Reduzir o número de pessoas que se beija também é um modo de diminuir a doença. É uma questão de lógica: quanto mais pessoas você beijar, mais chances de acabar esbarrando em alguém que contenha essa doença contagiosa.

Procure ser seletivo em sua vida sexual e, em caso de qualquer sintoma, busque ajuda médica. Como a boca é uma parte sensível do corpo, por onde comemos todos os dias, não é difícil ver se tem algo incomodado.

Quando surgem os sintomas do HPV, algumas pessoas acham que são apenas aftas ou alergia a algum tipo de alimento. Mas não se engane. Apenas um médico pode dar o diagnóstico.

Quando o HPV é tratado no início, fica mais fácil de eliminar a doença. Quanto mais tempo você demorar a procurar um especialista, maior a chance da doença se espalhar por toda a boca e provocar problemas maiores.

 

 


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