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Clínica Geral

Síndrome da fadiga crônica: conheça os sintomas e como tratar

Por Redação Doutíssima 17/07/2015

Quando o cansaço atinge o corpo e a mente de uma hora para a outra e permanece por muito tempo, pode ser um sinal da síndrome da fadiga crônica. Doença considerada polêmica, é difícil de ser diagnosticada e não tem como ser prevenida.

 

Síndrome da fadiga crônica

A síndrome da fadiga crônica (SFC), também chamada de doença sistêmica de intolerância ao esforço (SEID), tem sido muito estudada, mas ainda é algo complexo e controverso, de acordo com Carlos Alberto Issa Musse, do serviço de fisiatria do Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Porto Alegre.

sindrome da fadiga cronica

Cansaço excessivo e sono não restaurador podem ser sinais de doença sistêmica. Foto: iStock, Getty Images

O especialista informa que a maior dificuldade em relação à doença é a falta de dados objetivos, como exames que documentem o problema. “Tanto que é chamada de síndrome, um conjunto de sintomas ou sinais dos pacientes que permitem que sejam agrupados para estudá-los”, afirma.

Um documento publicado pela Associação Médica Brasileira e pelo Conselho Federal de Medicina diz que as características da doença são obscuras. O estudo também menciona a falta de evidências conclusivas para orientar os médicos quanto ao diagnóstico correto da síndrome.

Por último, o documento ainda menciona que poucas abordagens terapêuticas têm se mostrado efetivas no tratamento dessa doença.

Como ocorre a síndrome da fadiga crônica

Tanto Carlos Alberto quanto o estudo da Associação Médica Brasileira enfatizam que a doença não tem sintomas iguais em todos os pacientes. O que leva ao diagnóstico são características em comum.

O surgimento da síndrome da fadiga crônica, segundo o especialista, pode ser identificado por pelo menos algumas das  seguintes características:

– Início súbito de fadiga, muitas vezes associada a uma infecção típica

– Uma fadiga insuportável, associada a padrão de sono não restaurador e dificuldade de concentração

– A atividade física agrava os sintomas

– Vários problemas de saúde, como dores nas costas e pescoço

– Os sintomas flutuam com o tempo

– Os pacientes se sentem febris, mas alguns não demonstram temperaturas elevadas

– Dores nas articulações

– Histórico de enxaqueca e transtornos psiquiátricos

Mas ainda há outros aspectos envolvidos. Carlos Alberto comenta que a depressão é um tema recorrente em casos de síndrome da fadiga crônica. “Dois terços ou mais dos pacientes têm critérios psiquiátricos para a ansiedade, distimia ou depressão. Se é causa ou consequência, não sabemos”, diz.

Para o diagnóstico, o especialista informa que o paciente precisa ter os seguintes sintomas: redução substancial ou prejuízo na capacidade de envolver-se nas atividades profissionais, educacionais ou pessoais por mais de seis meses, sono em que a pessoa não descansa e mal estar após esforço.

Tratamento da síndrome

Infelizmente a doença não tem cura, mas existe a possibilidade de melhora. O fisiatra recomenda a terapia cognitivo-comportamental e exercícios físicos de baixa intensidade, com evolução lenta.

Ele ainda menciona que o médico que atende um paciente com suspeita de Síndrome da Fadiga Crônica deve explicar ao enfermo que a gravidade é variável, mas que pode ser incapacitante. “Não devemos separar o físico do emocional, isso não ajuda o paciente. No decorrer do tempo, os sintomas devem diminuir”, finaliza.

 

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