Uma criança pequena está com sono ou foi contrariada, começa a chorar e desmaia. Apesar de parecer um problema sério, o desmaio infantil é um situação recorrente que costuma desaparecer com o crescimento.

Entenda o desmaio infantil

O termo médico para o desmaio infantil é síncope. É uma espécie de apagão que pode acontecer em algumas situações típicas da infância. Apesar do assunto ser pouco falado, o problema é relativamente comum.

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Desmaios provocam uma breve perda dos sentidos e da capacidade de manter o corpo ereto. Foto: Shutterstock

Segundo um artigo publicado da Revista da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo, cerca de 1% dos atendimentos pediátricos de emergência correspondem ao desmaio infantil. O documento estima também que em torno de 15% dos jovens apresentarão algum episódio de síncope até os 20 anos.

Durante a infância e adolescência esses desmaios provocam uma breve perda dos sentidos e da capacidade de manter o corpo ereto (tônus ou força). A recuperação tende a ser espontânea e os episódios não costumam ser longos.

As causas do desmaio infantil são várias, subdivididas em três principais categorias: problemas no coração, distúrbio elétrico no cérebro e queda de pressão. A última é a razão mais frequente e atinge principalmente os pequenos de até 6 anos de idade. Epilepsia e má formação também estão relacionados com a perda momentânea dos sentidos.

Apesar do problema de desmaio ser considerado relativamente comum entre profissionais da área pediátrica, os episódios devem ser avaliados por um especialista. Se a causa for cardíaca, a vida da criança pode ficar em risco se não for administrado um tratamento adequado.

Como lidar com o desmaio

A recuperação de um episódio da síncope não precisa de nenhum esforço por parte dos pais e cuidadores. Em poucos momentos os pequenos recuperam os sentidos. Mas a investigação da causa é importante para evitar problemas de saúde mais sérios.

O tratamento do desmaio infantil é baseado em causas e mecanismos envolvidos em cada caso individual. Quando a causa envolve alguma alteração cardíaca, a criança merece especial atenção, pois o problema envolve risco de morte súbita.

Através de histórico familiar, eletrocardiogramas e outros exames os resultados devem apontar se há algo que não está de acordo com os batimentos cardíacos e que causa os desmaios. Se for confirmado o problema, os médicos podem indicar medicamentos e alguns procedimentos para tratar a situação.

Os demais casos devem ser avaliados com cuidado por um médico para que ele possa indicar algum tipo de tratamento ou manobra para evitar novas ocorrências de desmaios. Uma estratégia para evitar os episódios é identificar os sinais de que a criança vai perder os sentidos.

Muitas delas desmaiam em situações de emoções intensas, fazendo com que os pais possam prever ou identificar momentos como esses e evitar uma ocorrência. Distrair os pequenos ou ajudá-los a se levantar quando percebem que as forças começam a não funcionar, principalmente nas pernas, são estratégias simples e que funcionam.

 

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