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Memória digital tem enfraquecido memória humana, diz estudo

Por Redação Doutíssima 31/10/2015

Tudo se tornou importante demais para ser esquecido ou confiado à nossa memória que, humanamente, às vezes falha. Um estudo realizado pela Kaspersky Lab, empresa de cibersegurança, no Reino Unido, mostrou que as pessoas estão recorrendo mais a tipos de memória digital para guardar e  lembrar dessas novas informações.

Dentro dos inúmeros aparelhos que podem, de alguma maneira, nos ajudar a lembrar de eventos – como aniversários – os computadores e os dispositivos móveis aparecem como os mais utilizados, segundo a pesquisa.

O estudo observou os hábitos de 6 mil adultos do Reino Unido e mais sete países da Europa. Nessa análise foi possível constatar que essa dependência digital gera um impacto a longo prazo em nosso cérebro, mais especificamente na memória.

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Diversidade de informações tem levado muitas pessoas a optarem por aplicativos para guardar dados. Foto: Shutterstock

Memória digital é uma extensão de nosso cérebro?

Nunca se teve tantas fotos e vídeos. Nunca se teve tantas possibilidades de gravar e guardar o momento vivido. Em nenhum outro momento da história compartilhamos tantas informações. A pesquisa feita pela empresa de cibersegurança também aponta que as pessoas estão usando os computadores como uma “extensão” de sua própria memória.

Já pensou perder todos os arquivos que guardam as suas fotos, os seus vídeos e outros registros? Em fevereiro de 2015, o vice-presidente do Google Vint Cerf, considerado um dos pais da internet, apontou a fragilidade da memória digital e da Era Digital, já que os dispositivos onde guardamos nossos momentos, nossos arquivos estão evoluindo com enorme rapidez e, assim, os que temos em mãos já não servem mais, estão obsoletos.

A conversão dos arquivos nem sempre é garantida ou feita por empresas e usuários. De acordo com Vint Cerf, o desafio seria tornar possível a execução desses antigos arquivos em qualquer aparelho para que as lembranças e registros não sejam perdidos. Ou seja, até a memória digital em algum momento pode falhar.

Apps de anotações e lembretes

Se mesmo assim você preferir utilizar apps (para dispositivos móveis) para lembrar de eventos e outras informações, confira abaixo dois aplicativos:

Evernote

Com esse app é possível guardar notas com imagens, áudios, vídeos, gravações de voz e até mapas. Os documentos ficam salvos na nuvem e conectados à conta do usuário.

Onenote

O usuário pode acrescentar as suas notas gráficas, imagens e outros recursos. O aplicativo armazena as informações na nuvem e sincroniza com todos os dispositivos do usuário. Também há a possibilidade de compartilhar com outras pessoas as informações.

A memória preguiçosa e a concentração

O cérebro precisa de novidade, mas o segredo está na concentração e dedicação direcionada à determinada tarefa. Para uma informação ficar gravada em nossa memória é necessário que seja processada por uma parte do cérebro chamada hipocampo. Nessa região ocorrem reações químicas que tornam possível a memorização.

Um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) submeteu 100 voluntários a testes de memória. Os voluntários que dedicaram atenção total à informação escrita conseguiram lembrar de 50% ou mais dos dados. Já os indivíduos que se distraíram com estímulos auditivos e visuais não memorizaram nem 40% do conteúdo.

Leitura, palavras-cruzadas, jogo de memória e xadrez são ótimas opções para manter o cérebro ativo. Ao executar as tarefas estipule o que é prioridade e o que realmente interessa, assim conseguirá manter a concentração por mais tempo.

 

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