Em 14 de novembro é celebrado o Dia Mundial do Diabetes, data que procura aumentar a conscientização sobre os diferentes tipos de diabetes. Essa doença afeta milhões de pessoas e, em muitos casos, pode ser prevenida através de uma alimentação saudável e também outros cuidados com a saúde.

 

Diabetes afeta 9 milhões de brasileiros

O diabetes é uma doença crônica que ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente ou o corpo não usa eficazmente a insulina que produz. A insulina é um hormônio que regula o açúcar no sangue.

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Diabetes atinge 9 milhões de brasileiros, cerca de 6,2% da população adulta do País. Foto: iStock, Getty Images

A hiperglicemia, ou açúcar no sangue aumentado, é um efeito comum do diabetes não controlada e, ao longo do tempo, conduz a sérios danos para muitos sistemas do organismo, principalmente nervos e vasos sanguíneos.

 

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Ministério da Saúde publicada em 2015, o diabetes atinge 9 milhões de brasileiros – cerca de 6,2% da população adulta. O Relatório Mundial sobre doenças não-transmissíveis da Organização Mundial da Saúde em 2014 indica que a nível mundial cerca de 9% dos adultos maiores de 18 a possuem.

 

É por isso que desde 2006 a Organização das Nações Unidas designou o 14 de novembro como o Dia Mundial do Diabetes. Essa data visa aumentar conscientização, prevenção e alertar sobre complicações e cuidados que as pessoas com a condição necessitam.

 

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Principais diferenças entre os tipos de diabetes

Existem três tipos principais de diabetes e também uma fase prévia da doença chamada de pré-diabetes. Essa última é conhecida como intolerância à glicose – condição em que o nível de açúcar no sangue é superior ao normal, mas ainda baixo para ser considerado diabetes.

 

As pessoas que têm pré-diabetes têm riscos de desenvolver a do tipo 2 mais tarde caso não cuidem da condição atual. Isso envolve ajustar hábitos de alimentação e prática de exercícios, sempre cuidando do peso.

 

Dos principais tipos de diabetes, a do tipo 1 é uma doença autoimune em que o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. Ele ocorre quando o próprio sistema imunológico mata células beta do pâncreas, fazendo o açúcar acumular no sangue ao invés de ser usado como energia.

 

Geralmente o tipo 1 desenvolve-se na infância ou adolescência, mas é possível a ocorrência na fase adulta. Com a destruição dessas células, as pessoas terão a doença para toda a vida e necessitam de tratamento na forma de injeções ou bombas de insulina. É recomendável exercício físico e atenção à dieta para evitar flutuações de açúcar no sangue.

 

O diabetes tipo 2 é normalmente encontrada em pessoas acima do peso na medida que envelhecem. Ela se diferencia do tipo 1 porque aqui o pâncreas não produz insulina suficiente ou o corpo não a usa corretamente. Muitas vezes ela é considerada uma doença de estilo de vida, já que os hábitos diários são um dos maiores fatores de risco.

 

Gerenciar o diabetes tipo 2 depende da gravidade dela. Em alguns casos é possível fazê-lo com atividade física e regime alimentar, mas em outros medicamentos e insulina podem ser necessários.

 

Há ainda um terceiro tipo de diabetes, que é o gestacional. Trata-se de uma condição que pode surgir no segundo trimestre da gravidez. O diabetes gestacional irá desaparecer depois que o bebê nasce, mas isso não significa que deve ser desprezado.

Quando uma mulher tem diabetes gestacional está em maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 mais tarde na vida. E quanto mais velha a mulher é quando está grávida, maior o risco de desenvolver o diabetes gestacional.

 

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