Se você passar por uma casa e avistar a placa que indica a presença de um cachorro bravo, não a ignore. Geralmente, carteiros, lixeiros, crianças e leituristas de consumo elétrico e hidráulico são as principais vítimas de ataque, mas isso não quer dizer que um dia não vá acontecer com você.

Segundo a Secretaria de Saúde de São Paulo, são registrados somente no Estado cerca de 130 mil acidentes com animais por ano. Em 85% dos casos, os cães são os agressores. Veja como evitar essa agressão e as medidas necessárias de socorro.

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Fique atento se o cachorro mostra os dentes, rosna ou late nervosamente. Foto: iStock, Getty Images

Fui mordido, e agora?

Garantir a limpeza adequada do ferimento pode evitar complicações por conta das bactérias presentes na saliva do cão. Lave o local atingido imediatamente com bastante água e sabão. Em casos de laceração provocada pela mordida, pressione a região para que o fluxo de sangue cesse.

Além disso, é possível que o ataque gere perfurações. Entretanto, o procedimento aconselhado pede que a vítima deixe a lesão sangrar por alguns instantes para que as bactérias sejam expelidas do ferimento. Em qualquer situação, o uso do spray antibacteriano é essencial para os primeiros socorros. Seguidamente, posicione uma gaze sobre a região até que o atendimento médico possa ser feito.

Um ataque de cachorro bravo tem diferentes níveis de gravidade. Entretanto, todos os animais podem ser transmissores de zoonoses para os seres humanos. Por ser extremamente contagiosa, a mais grave e conhecida é a raiva.

Ao ser transmitida para humanos, a doença invade os nervos periféricos e o sistema nervoso central. Caso não seja aplicada a vacina de tratamento, a raiva pode levar à morte. Ainda, patologias como a leptospirose e a sarna são outras complicações que podem ocorrer devido à mordida do cão.

Como evitar o ataque de um cachorro bravo

O primeiro passo para evitar um possível ataque é saber identificar se o cachorro é realmente bravo. Fique atento se o animal mostra os dentes, rosna ou late nervosamente. Seus pelos da nuca e dorso ficam eriçados na presença de humanos. Além disso, as orelhas podem ficar erguidas ou voltadas para frente. Sua postura se torna rígida, os membros ficam afastados e o corpo todo encurvado.

Não aproxime o rosto do focinho de qualquer cachorro, mesmo que o conheça. Leve seu animal de estimação para passear com coleira e, se for de grande porte, coloque a focinheira no cão antes mesmo de sair de casa. É perigoso também perturbá-los quando estão dormindo, comendo ou brincando.

 

Se o cão estiver observando você, não o encare. A atitude pode ser interpretada como um desafio. Procure baixar a cabeça e ficar parado. Ande devagar para trás, sem dar as costas para o animal. Observe o ambiente ao seu redor, tente subir em uma árvore, em um carro ou em um lugar fechado, onde ele não possa entrar.

Caso o cachorro avance em sua direção, fique em posição fetal, usando mãos e braços para proteger a cabeça e o pescoço. Ao realizar o movimento, o animal pode considerar o ato como um sinal de submissão e reduzir a intensidade do ataque. Tente ficar imóvel até que alguém o ajude.

 

 

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