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Como funciona o implante capilar em mulheres? Saiba tudo sobre o procedimento

Por Francine Costanti 13/09/2019

A calvície é um problema que acomete tanto homens quanto mulheres, e pode ter causas hereditárias ou hormonais, entre outras – incluindo o stress. Mas o implante capilar é uma possibilidade para quem deseja voltar a ter cabelos fortes e saudáveis.

O Fortíssima conversou com Carlos Uebel, cirurgião plástico especialista em calvície, para saber mais sobre o procedimento. Veja a seguir como ele funciona, como se dá a recuperação e quais são os resultados esperados. 

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A mulher jovem sofre mais porque o cabelo ainda é um grande atributo de beleza. Foto: iStock

 Fortíssima: Quais são as causas da calvície na mulher?

Dr. Carlos Uebel: As causas podem ser hereditariedade, idade (à medida que a paciente envelhece vai perdendo cabelo ou os fios vão perdendo sua densidade), hormonais (a mulher produz uma quantidade de hormônio masculino pelas glândulas supra-renais e este hormônio atua sobre as enzimas do couro cabeludo, acentuando a queda do cabelo) e estresse.

Quando o implante deve ser feito? 

Tenho observado cada vez mais jovens mulheres que procuram o serviço de implante capilar. A mulher jovem sofre mais porque o cabelo ainda é um grande atributo de beleza. Portanto, quanto mais cedo recuperarmos esta perda, melhor será para ela. Depois da cirurgia, o cabelo começa a crescer em 3 ou 4 meses e leva um ano para termos o resultado final.

 Como é feita a cirurgia de implante capilar na mulher?

A zona doadora sempre é a região da nuca, onde temos a melhor qualidade genética do cabelo. Existem dois métodos. Um deles é o convencional, chamado STRIP, desenvolvido por nós em 1986, em que retiramos uma elipse de couro cabeludo e separamos as unidades foliculares através da microscopia. Nesta técnica, a cicatriz se torna praticamente inaparente depois de 6 meses – na mulher, o couro cabeludo é menos espesso e a cicatrização é de boa qualidade.

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A segunda técnica é a FUE, em que retiramos as unidades capilares de uma maneira mecânica uma a uma, não deixando cicatrizes. Nesta técnica, temos uma limitação no número de unidades, enquanto na STRIP temos a oportunidade de corrigir grandes calvícies em um tempo cirúrgico. 

Antes da cirurgia, a paciente recebe uma sedação e uma anestesia local de baixa concentração, por isso não existe dor durante o procedimento. 

Como é a recuperação? 

A recuperação é bem tranquila, e o paciente já está liberado para a sua atividade profissional no dia seguinte. Só pedimos para que não faça exercícios físicos de grande e médio impacto durante 10 a 15 dias.

O resultado varia de acordo com o tipo de cabelo?  

Sim. É preciso ressaltar que há diferença de resultados em pessoas com cabelos lisos e finos e em pessoas com cabelo crespo e grosso. Isso porque em cabelos finos há pouco volume e, muitas vezes, essa paciente precisa de um segundo implante depois de um ano.

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A paciente pode perder cabelo depois da operação?

Sim, isso pode acontecer porque a calvície tem, na maioria das vezes, uma natureza progressiva – isto é, os cabelos podem cair ao longo do tempo. O que a cirurgia faz é retardar essa queda de cabelo, mas isso tudo é informado para a paciente antes da cirurgia.

 Fica alguma cicatriz no couro cabeludo?

Na técnica STRIP, através da microscopia, fica uma pequena linha na região da nuca que tende a se tornar praticamente inaparente depois de 6 meses. 

 Além do implante, existem outros tratamentos?

Sim, existem procedimentos com a ajuda de medicamentos. Nesse caso, normalmente encaminhamos a paciente a um dermatologista para recomendar o tratamento tópico ou sistêmico. 


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