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Medicamentos

Resistência à anestesia: conheça os casos onde a anestesia não surte nenhum efeito no paciente e a dose tem que ser bem maior do que a normal

Por Redação Doutíssima 24/04/2014

Existem alguns casos isolados de resistência à anestesia. Isso ocorre quando a anestesia não tem qualquer efeito sobre o paciente e a dose deve ser aumentada. Segundo os médicos, o fenômeno corresponde a problemas metabólicos, psicológicos ou anatômicos.

resistência à anestesia

 

 

Resistência à anestesia: causa metabólica

 

Primeiro, é importante lembrar que “ninguém resiste à anestesia”, diz Nicole Smolski, médica anestesista. “Mas há pessoas que são mais difíceis de anestesiar do que outras, em termos de quantidade de anestesia”, a especialista acrescenta que entre essas pessoas estão os “viciados em drogas e pessoas que bebem muito.” O Dr. Vibol Chhor também anestesista, explica: “Estes pacientes têm alterações complexas farmacológicas que ainda não foram elucidadas, por exemplo, indução enzimática hepática, uma mudança no volume de distribuição de anestesia que nos obriga a aumentar a dose de alguns medicamentos. Há também fenômenos de resistência à anestesia por dependentes de opiáceos e viciados em heroína”, acrescenta.

Especialistas afirmam que pessoas que tomaram muita anestesia, como pacientes com queimaduras de terceiro grau, também têm resistência à anestesia. Há também casos de resistência inicial em pessoas obesas, pois a anestesia é diluída na gordura. O que fazer então? São injetadas doses elevadas ou utilizados produtos diferentes. Os médicos dispões de diversos tipos de anestésicos, assim que buscar outras alternativas não é um problema.

 

 

Causas psicossomáticas

 

Pessoas muito estressadas e ansiosas podem ter uma maior resistência à anestesia dental. Nesses casos, os médicos aliviam o stress através de sedação. Os médicos têm um gás que combina oxigênio e óxido nitroso e é usado para sedar as pessoas que seguem consciente. Em caso de estresse, a taxa de adrenalina dispara e a freqüência cardíaca sobe, o que altera a distribuição de anestesia pelo corpo. O índice de certos neurotransmissores do cérebro também é modificado quando há estresse. Consequentemente, as moléculas são incapazes de agir sobre os neurônios aos quais se destinam.

 

Causas anatômicas e genéticas

 

resistência à anestesiaA resistência à anestesia raquidiana e peridural pode corresponder a razões anatômicas. “A presença de cistos subcutâneos ou no canal medular pode ser responsável pelo erro na localização e fazer com que a injeção seja feita no cisto e não no canal sanguíneo, o que seria uma anestesia inadequada “, explica Chhor. ” As estruturas dos ligamentos do canal medular também podes dificultar a difusão do anestésico na área”, acrescenta. Da mesma forma, uma variação anatômica da espinha de spix pode ser a razão para o fracasso de certos tipos de anestesia dentária.

Há também casos em que a resistência à anestesia é relacionada à mutações genéticas, que afetam a maneira pela qual os canais sódicos responder aos anestésicos locais. “Mas isso é muito raro e até agora só são tratados com casos clínicos hipotéticos “, finaliza Chhor.

 

 

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