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Assistir pornografia é prejudicial para o cérebro, diz estudo

Por Redação Doutíssima 12/06/2014

Pesquisa alemã publicada nos EUA aponta que homens que passam muito tempo vendo pornografia na internet parecem ter menos massa cinzenta em certas partes do cérebro e atividade cerebral reduzida. Isso pode significar que a pornografia é prejudicial para o cérebro 

 

pornografia é prejudicial para o cérebro

 

Pornografia é prejudicial para o cérebro

 

Cientistas descobriram que pode haver uma relação entre o ato de ver pornografia durante várias horas por semana e o volume de massa cinzenta no lobo direito do cérebro. De acordo com especialistas do no Instituto Max Planck para o Desenvolvimento Humano, foi identificada também uma menor atividade do córtex pré-frontal.

Segundo os pesquisadores, “Esses efeitos podem incluir mudanças na plasticidade neuronal resultantes da intensa estimulação do centro de prazer”, acrescentam. O estudo foi publicado no Journal of the American Medical Association, Psychiatry.

Os especialistas afirmam que não é possível provar que esses fenômenos são causados pelo consumo de pornografia. Mas de acordo com os pesquisadores, este trabalho apresenta o primeiro indício da existência de uma ligação entre o ato de assistir pornografia e uma redução no tamanho e na atividade do cérebro em resposta à estimulação sexual.

 

Pesquisa: pornografia é prejudicial para o cérebro

 

Para a realização da pesquisa foram recrutados 64 homens na faixa etária de 21-45 anos e com boa saúde. Foi solicitado aos participantes que respondessem a um questionário sobre o tempo gasto assistindo a vídeos pornográficos, que resultou em uma média de quatro horas por semana. Eles também fizeram uma tomografia computadorizada (MRI) do cérebro para medir o volume e ver como ele reagiu a imagens pornográficas.

Os cientistas constataram que quanto mais os indivíduos assistiam a vídeos pornográficos e quanto maior era o estriado do cérebro, menor a estrutura nervosa logo abaixo do córtex cerebral.

Os pesquisadores também observaram que quanto mais elevado era o consumo de imagens pornográficas e maior as conexões entre o estriado e córtex pré-frontal, mais a camada externa do cérebro (ligada ao comportamento e tomada de decisão) foi deteriorada.

Outra conclusão do estudo afirma que “indivíduos cujo volume do estriado cerebral é menor pode precisar de estímulos externos mais para se divertir. Assim, eles buscam nos filmes pornográficos mais diversão, o que também pode levar a consumir mais, criando uma espécie de vício”.

 

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