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Diagnóstico do infarto: que recursos são usados para confirmar a doença

Por Redação Doutíssima 18/08/2014

O infarto é uma lesão ocasionada no miocárdio, que por sua vez é o músculo do coração. O termo infarto se refere à existência de uma zona de tecido que está morta no órgão, justamente pela falta do oxigênio em razão da ausência de circulação sanguínea.

A importância do diagnóstico do infarto precoce

O precoce diagnóstico do infarto é importantíssimo. Quanto mais cedo ele for detectado e mais cedo começar o seu tratamento, maiores as chances de se reduzir as altas taxas de mortalidade dos pacientes acometidos.

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Com a detecção precoce do infarto, é possível reduzir as taxas de mortalidade. Foto: Shutterstock

Causas do infarto

Diversas são as causas apontadas como responsáveis pelo infarto, mas a maior delas, sem dúvida, é a formação de um coágulo na artéria em razão do acúmulo de colesterol, que pode resultar em obstrução.

Mas a obstrução deve ser rápida e repentina, além de total, já que se for ocorrendo paulatinamente não haverá infarto, uma vez que o coração cria novos vasos sanguíneos e o problema se manifestaria como uma dor no peito, mas sem lesão ao coração.

Existem também alguns grupos de risco relacionados ao infarto, dentre os quais encontram-se os fumantes, aqueles que possuem hipertensão arterial ou altos níveis de colesterol no sangue, as pessoas acima de 50 anos, os diabéticos e as pessoas do sexo masculino.

Recursos de diagnóstico do infarto

Existem vários recursos usados para o diagnóstico do infarto. Conheça um pouco mais deles abaixo.

– Eletrocardiograma (ECG): é o exame mais importante para o diagnóstico do infarto. Serve para avaliar a atividade elétrica do coração, e comprovar se existem ou não alterações nas contrações desse músculo. Através do ECG, é possível detectar possíveis lesões do músculo cardíaco produzidas durante um infarto, uma arritmia ou uma insuficiência cardíaca.

– Marcadores de lesão do miocárdio: permitem um diagnóstico do infarto mais preciso. Essas análises avaliam os níveis de diversas substâncias, como a mioglobina, que é liberada pelas células do músculo cardíaco quando morrem depois de um infarto.

Exames adicionais

Além disso, uma vez feito o diagnóstico, é possível que o profissional especializado solicite exames adicionais para determinar o nível de dano sofrido pelo coração. Para isso, são usados uma série de outros recursos. Confira:

– Prova de esforço: ao acelerar o coração, mediante supervisão médica, é possível descobrir algumas situações que não se apresentam clinicamente nas pessoas quando elas estão em repouso. A prova de esforço normalmente é acompanhada de substâncias de contraste para determinar a localização da lesão e o grau de afetação.

– Ecocardiograma: trata-se de uma técnica não invasiva que é utilizada para avaliar o movimento das paredes do coração. Notando-se que elas perderam potência, isso pode ser um indicativo de pouca irrigação sanguínea.

– Angiografia coronária: esse exame ajuda a determinar se as artérias do coração estão obstruídas, bem como o lugar e o grau de obstrução. É introduzido um cateter – tubo estreito e flexível – em uma artéria do braço ou da íngua para chegar até o coração. Após, injeta-se uma substância de contraste, um colorante, que pode ser observado em um aparelho de raio-X.

– Ressonância magnética: a ressonância magnética é utilizada no diagnóstico do infarto para conhecer o grau de afetação do músculo do coração.

– Tomografia computadorizada: esse tipo de exame permite avaliar as artérias do coração, para estimar o depósito de cálcio nas suas paredes.

 

 

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