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Diabetes tipo 1: tudo o que você precisa saber

Por Redação Doutíssima 23/10/2014

De acordo com levantamento do Ministério da Saúde, cerca de 5,6% dos brasileiros são diabéticos. Caracterizado pela desordem das taxas de açúcar no organismo, o diabetes é uma doença que precisa ser monitorada, ao contrário, pode haver agravos e até o risco de morte. São divididos em duas categorias: diabetes tipo 1 e tipo 2.

 

Diabetes tipo 1 é o mais raro

 

O diabetes tipo 1 ocorre em menos de 10% dos casos, acometendo principalmente jovens. A glicose é a substância que fornece energia às células e ao corpo. Já a insulina, que é produzida no pâncreas, é o hormônio responsável por absorver esta glicose para que todo o processo ocorra de forma correta.

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Monitoramento constante do nível de glicose no sangue é essencial. Foto: iStock, Getty Images

O diabetes tipo 1 é um problema autoimune. Por um defeito do sistema imunológico, o pâncreas perde a capacidade de fabricar insulina, fazendo com que os anticorpos destruam quaisquer células que se arrisquem à produção do hormônio.

 

Sinais que indicam o diabetes tipo 1

 

Oposto ao diabetes tipo 2, onde os sintomas vão surgindo gradativamente, o tipo 1 dá seus sinais de maneira mais repentina: a insistente vontade de urinar surge de forma rápida, bem como a sede excessiva e o emagrecimento. Além deses sintomas, é geralmente identificado por fome frequente, fadiga, nervosismo, alterações de humor, náuseas e vômitos.

 

Indivíduos com diabetes tipo 1 precisam de injeções rotineiras de insulina para manterem normais os índices glicêmicos na corrente sanguínea.

 

Não aplicar diariamente a insulina pode expor o diabético a diversos perigos, entre eles o de cetoacidose, desregulação que aumenta o PH metabólico a níveis que podem levar ao óbito.

 

Para não haver sobrecarga à pele da região em que o medicamento é aplicado, recomenda-se que as injeções sejam alternadas entre barriga, coxas (parte lateral e da frente), braços e nádegas.

 

Problemas de saúde associados

 

Alguns problemas de saúde são usualmente associados ao diabetes tipo 1. As complicações mais frequentes são retinopatia (lesões na retina ocular) e aterosclerose (enrijecimento arterial), que pode colaborar também para o aumento da pressão, além de nefropatia (alterações nos vasos sanguíneos dos rins, que provocam perda de proteína pela urina).

 

Também podem ocorrer neuropatias, pois nervos ficam impossibilitados de enviar e receber mensagens cerebrais, assim como desconfortos podem ser experimentados, desde formigamentos e queimações das pernas, pés e mãos, até desequilíbrio e impotência.

 

São listadas ainda como prováveis dificuldades do paciente tipo 1: pé diabético (feridas de difícil cicatrização), pré-disposição a infarto e acidente vascular cerebral (AVC) e tendência a infecções por conta do comprometimento dos glóbulos brancos, isso é, dos que combatem microorganismos.

 

Maiores são também mas chances de pessoas com diabetes tipo 1 indicarem quadros de ansiedade e depressão. É que em razão de a ansiedade em manter as taxas de glicemia dentro do aceitável, alguns demonstram aumento de peso, o que pode refletir no aspecto emocional do paciente.

 

Entre os cuidados capazes de amenizar os efeitos do diabetes tipo 1, constam a prática de exercícios físicos, o controle alimentar, priorizando fibras e comidas de valores reduzidos, como grãos, nozes e castanhas, além do monitoramento da glicemia, a fim de ingerir as quantidades necessárias para o equilíbrio orgânico.

 

 


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