Guia do Câncer

Alimentação e câncer: os riscos expostos durante a refeição

Por Redação Doutíssima 25/10/2014

Problema de saúde pública em nível mundial, o câncer é uma doença que se desenvolve a partir da mutação de algumas células. Sabe-se que a enfermidade, que registrou aumento de 20% dos casos na última década, tem como causas fatores internos, como tendência genética, e externos, com hábitos negativos como fumo, alcoolismo e sedentarismo.

Alimentação e câncer também podem estar interligados. O consumo de alimentos inadequados, acreditam médicos, tem forte influência sobre o desenvolvimento da patologia que, em 2014, só no Brasil, deve registrar, conforme estimativas, mais de 570 mil novo casos.

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Álcool e gorduras podem aumentar riscos de desenvolver câncer. Foto: iStock, Getty Images

Existe relação entre alimentação e câncer?

A alimentação e câncer são assuntos que se conectam ao considerar-se que os nutrientes presentes em cada produto consumido são absorvidos pelo organismo.

Nesta lógica, a partir do momento em que a pessoa ingere comidas altamente calóricas, gordurosas ou com taxas elevadas de açúcar, é provável que esteja, ao mesmo tempo, sobrecarregando o metabolismo, o que pode desregular seu funcionamento.

Mas na relação entre alimentação e câncer, não são apenas os altos níveis energéticos que preocupam. Existe uma gama de alimentos industrializados que deve ser evitada.

Por outro lado, ainda que se tente priorizar ingredientes naturais no cardápio – frutas, legumes e verduras –, o risco da relação alimentação e câncer não é totalmente eliminado. É que os resíduos de agrotóxicos também podem contribuir para o aparecimento da desordem celular.

Além disso há, ainda, o grupo de alimentos que, além de ser potencialmente cancerígeno, como as carnes, quando preparado de determinadas maneiras pode ter o perigo ampliado. O churrasco é um exemplo típico. A fumaça típica das churrasqueiras é constituída de alcatrão e hidrocarboneto policíclico aromático, substâncias com fator mutagênico.

O que levar em conta na alimentação e câncer

Para ser pró-ativo contra uma das doenças que mais mata no mundo, leve em consideração a correlação alimentação e câncer, mantendo-se distante dos seguintes produtos:

– Refrigerante

Os níveis de sódio e a presença de adoçantes associados ao surgimento de cânceres fazem das bebidas gaseificadas um grande inimigo da saúde. Mesmo assim, o que mais aflige aos oncologistas é a existência do ciclamato de sódio na composição, especialmente das bebidas “‘zero”, substância que pode potencializar tumores no trato urinário.

– Adoçantes

Não há comprovação científica, mas crê-se que o uso de alguns dulcificantes possa colaborar para o aparecimento de anomalias celulares. O ideal é, antes de decidir-se por adotar adoçantes, pedir a opinião de um médico – e sempre adotá-los com cautela, caso o especialista aprove a escolha.

– Comida gordurosa

O problema do menu densamente calórico tem a ver com a deficiência nutricional. Por conter poucos agentes capazes de propiciar a manutenção do organismo, os alimentos gordos são consumidos em maior quantidade, ainda que inconscientemente.

Quando a ingestão de produtos gordurosos se torna um hábito, pode haver obesidade, fator de grande risco para câncer de pâncreas, vesícula biliar, esôfago, mama e rins.

– Excesso de sal

Quantidade de sal acima de 5g diárias pode provocar, ao longo do tempo, lesão na parede do estômago. Portanto, elimine do cardápio alimentos como carne de sol, bacalhau, pizzas congeladas e macarrão instantâneo, entre outros.

– Ingredientes expostos a temperaturas acima de 400ºC

Churrascos, frituras e grelhados podem potencializar as chances de câncer, já que há liberação de substâncias pelo calor, como as aminas heterocíclicas dos alimentos fritos, capazes de estimular a formação de tumores.

– Frutas e leguminosas que usam pesticidas

É difundido que a presença de agrotóxicos nos alimentos contribui substancialmente para o começo de cânceres. Dê espaço para produtos orgânicos, que trazem as reais vitaminas e minerais dos alimentos naturais, ajudando na proteção e na reparação das células do corpo.


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