Medicina Alternativa

Fitoterapia é utilizada na prevenção e tratamento de doenças

Por Redação Doutíssima 25/10/2014

Curar através das plantas. Este é o princípio da fitotoreapia – palavra que vem do grego therapeia, que significa tratamento, e phyton, vegetal.

Uma das práticas mais antigas da humanidade e praticada há milhares de anos pelos hindus e pelos chineses, a fitoterapia pode ser usada na cicatrização, expectoração, para engordar ou emagrecer, acalmar e ainda na prevenção e combate de doenças infecciosas, disfunções metabólicas, doenças alérgicas e traumas diversos.

fitoterapia

Uso de plantas pode ajudar no tratamento de determinados casos. Foto: iStock, Getty Images

Mesmo sendo considerada por muitos uma terapia alternativa, a fitoterapia não é uma especialidade médica, como já são consideradas a acupuntura e a homeopatia, por exemplo. Mas, sim, uma das ramificações da medicina alopática.

No Brasil, todo o processo de industrialização dos medicamentos fitoterápicos deve ser registrado na Agência Nacional de Saúde (Anvisa) antes de serem comercializados.

Estudo dos efeitos das plantas é a base da fitoterapia

A fitoterapia, como já vimos, é o estudo das plantas medicinais – aquelas capazes de aliviar ou curar enfermidades. Para usá-las, é preciso conhecer a planta e saber onde colher e como prepará-la.

Cada espécie tem princípios ativos capazes de agir no organismo, reduzindo os efeitos colaterais. Nos fitoterápicos, diferentemente dos medicamentos convencionais, esses princípios ativos não estão isolados: eles coexistem com uma série de substâncias presentes nas plantas. Por isso, os efeitos são mais suaves.

Um bom exemplo é o uso da valeriana (Valeriana officinalis) no tratamento para insônia e que, ao contrário dos medicamentos convencionais, não provoca dependência nem tolerância.

A Unicamp, por exemplo, desenvolveu um creme anti-inflamatório baseado no extrato da erva-baleeira (também chamada de erva-da-praia e maria-milagrosa) ou Cordia verbenácea. Esse fitoterápico é indicado para o tratamento de tendinite crônica e dores musculares.

É importante ressaltar que, mesmo sendo comumente associados, os medicamentos fitoterápicos e a fitoterapia são coisas diferentes. O primeiro são elaborações feitas por técnicas farmacêuticas em que são usados os extratos das plantas, sendo produtos industrializados como extratos, tinturas, pomadas e cápsulas.

Já o segundo é uma ciência que engloba as preparações fitofarmacológicas e os medicamentos fitoterápicos, ou seja, o uso das plantas em si. Como matérias-primas podem ser usadas folhas, caules, raízes, flores e sementes.

Riscos da fitoterapia

Diferentemente do que diz o conhecimento popular, o uso de plantas no tratamento ou prevenção de doenças não é livre de riscos. Isso porque, assim como com os medicamentos convencionais, os fitoterápicos precisam ser utilizados em dose terapêutica, e não de maneira indiscriminada.

As plantas usadas na fitoterapia também podem causar alergias, estar contaminadas com agrotóxicos ou ainda possuir metais pesados, dependendo da área onde foram cultivadas.

Um exemplo marcante foi o uso do confrei na década de 1980. Depois de uma reportagem em rede nacional que falava sobre as propriedades terapêuticas da planta, que seria capaz de tratar diversas doenças – entre elas a leucemia –, muita gente passou a fazer uso regular do suco e do chá de confrei.

O resultado foi uma série de pessoas com intoxicação. Estudos mostraram que o confrei possui uma substância tóxica ao fígado, o que resultou na proibição do uso interno da planta. Já quando usado de forma tópica na pele, o confrei apresenta excelentes propriedades cicatrizantes.

 

 


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