Clínica Geral

Mononucleose infecciosa: Entenda o que causa a doença do beijo

Por Redação Doutíssima 29/10/2014

Primeiramente identificada na África, em crianças que apresentavam o linfoma de Burkitt, a mononucleose infecciosa é causada pelo vírus Epstein-Barr, da família Herpesviridae. Ela é conhecida por ser transmitida, principalmente, através do beijo.

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Doença é transmitida através do beijo e precisa de cuidados. Foto: iStock, Getty Images

Saiba mais sobre a mononucleose infecciosa

 

A infecção acontece pela troca de saliva, que funciona como um agente portador do vírus. Pela faixa etária que mais apresenta a doença, entre 15 e 25 anos, nomeia-se a mononucleose como “doença do beijo”.

 

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Por ser muito sensível às condições do ambiente, o vírus causador não sobrevive por muito tempo. Assim, é pouco provável que pessoas da mesma família apresentem o mesmo caso.

 

O contato íntimo é o que permite uma transmissão mais rápida e direta, sendo que raramente uma pessoa pode ser infectada através de transfusão sanguínea ou de modo transplacentário, quando a mãe contrai o vírus enquanto estiver grávida.

 

Além disso, não ocorre transmissão do Epstein-Barr através do sexo, não sendo a mononucleose infecciosa considerada uma doença sexualmente transmissível.

 

O principal alvo do vírus da mononucleose são as células do tecido linfoide, presentes nos rins, no intestino, na garganta e no sistema linfático. Partindo da boca através da mucosa, o vírus infecta também células da faringe, podendo causar câncer.

 

O potencial cancerígeno do Epstein-Barr, um herpesvírus, pode atingir a nasofaringe, que tem função respiratória, e causar linfomas – anomalias das células do sistema linfático, que defende o organismo produzindo anticorpos. A infecção pode afetar também o fígado, o baço, a medula óssea e os gânglios linfáticos.

 

Detectando a mononucleose infecciosa

 

O principal sintoma da mononucleose infecciosa é a febre. Em geral, ela varia entre 38 e 39ºC, podendo atingir até 40ºC. O vírus pode fazer com que ela persista durante um dia inteiro, oscilando a temperatura. Em geral, a febre dura até 5 dias, mas pode prolongar-se por semanas dependendo do quadro clínico e do tratamento.

 

Placas brancas se instalam por toda a garganta, comprometendo também a faringe. É recorrente sentir dor de cabeça, cansaço, sensação de mal estar, inchaço no pescoço e nas axilas e manchas na pele.

 

Esses são os sinais mais visíveis da doença, que compromete também outros órgãos, sendo o fígado e o baço bastante afetados pela mononucleose infecciosa.

 

Também é comum a diminuição das pálpebras superiores, que incham e fazem os olhos ficarem mais fechados. Esse sintoma é chamado de sinal de Hoagland. Outra característica da mononucleose é o aumento do número dos linfócitos (células responsáveis pela produção de anticorpos), que ficam com uma aparência incomum.

 

Dessa forma, com a identificação dos sintomas, fica mais fácil tratar corretamente a doença, que costuma regredir lentamente.

 

Tratamento da mononucleose infecciosa é lento

 

A doença é diagnosticada através de um hemograma ou exame de sangue específico. O tratamento da mononucleose infecciosa é feito para aliviar os sintomas. Medicamentos para redução da febre e da dor de garganta são ministrados e o repouso quase absoluto é recomendado.

 

Não existe cura nem vacina, sendo que, em aproximadamente 2 semanas, a doença some do organismo com o tratamento adequado.

 


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