Sexualidade

Voyeur é a fantasia de quem gosta de observar

Por Redação Doutíssima 04/11/2014

Se pouca gente gostasse de assistir cenas de sexo em imagens, vídeos e filmes, a indústria pornográfica não seria um negócio tão desenvolvido. Algumas pessoas, no entanto, não se contentam com a mediação da tela, como os adeptos do voyeurismo.

O termo, advindo do francês voyeur (que significa aquele que olha), envolve o ato de observar, in loco, uma pessoa no processo de se despir ou em plena atividade sexual.

voyeur

O voyeur obtém satisfação sexual ao observar outras pessoas transando. Foto: iStock, Getty Images

Do que gosta o voyeur

Isso não seria nada demais se esta prática fosse consensual, mas é justamente o contrário que ocorre. Um voyeur gosta de fazer as suas observações justamente quando as pessoas não sabem que isso está acontecendo, sendo esse um dos componentes que podem lhe proporcionar um prazer ainda mais intenso.

O que muita gente não sabe é que, segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, o voyeurismo é classificado como uma parafilia – um padrão de comportamento sexual no qual o prazer não se encontra no ato sexual em si.

Revelando um voyeur

Alguns exemplos de comportamentos voyeuristas não consensuais incluem o uso de vigias, espionagem e câmeras escondidas ou ocultas para gravar pessoas em lugares como banheiros, quartos e ambientes públicos.

Alguns exemplos de comportamentos voyeuristas consensuais podem existir, como ver o seu parceiro se despir ou masturbar-se observando as pessoas em uma praia de nudismo, ou observando as pessoas que têm relações sexuais em clubes para casais.

Um voyeur diagnosticado provavelmente precisa equilibrar uma série de conflitos psicológicos internos e externos para curar-se. A maioria são homens, e muitos lutam contra a sua própria satisfação sexual e desejos.

Eles são, muitas vezes, indivíduos sexualmente frustrados, que têm dificuldade com relações sexuais e namoro. O comportamento voyeurista ajuda o indivíduo que tem sentimentos de inadequação, insegurança, dor, baixa autoestima e subjacentes questões de saúde mental.

Os comportamentos típicos de voyeur podem ajudar a satisfazer ou substituir a satisfação sexual e a felicidade. Mas combinar essas dificuldades com uma necessidade compulsiva de ver pessoas inocentes de uma forma sexual pode ser uma fonte de sofrimento, e levar a consequências prejudiciais.

De onde vêm estes desejos?

Não existe uma certeza sobre a origem desta obsessão ou como ela começou a se manifestar. Há uma série de teorias, sem respostas definitivas, sobre o voyeur. Uma coisa certa sobre este tipo de fetiche é que o cérebro está fortemente envolvido, pois é nele que se manifestam o desejo, a excitação e o comportamento compulsivo, característica dessas e outras parafilias.

Algumas teorias sugerem que as experiências da infância e a disfunção familiar podem ser associadas ao estabelecimento de fetiches e algum tipo de parafilia. Outras teorias para as raízes das parafilias e fetiches incluem a quantidade de testosterona no corpo, um histórico de TDAH e lesões traumáticas na cabeça.

Pesquisas já constataram que, quando há um componente compulsivo presente no voyeurismo, ele pode tornar-se problemático, debilitante e pode potencialmente afetar o funcionamento sexual de uma pessoa.


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