Clínica Geral

Vírus ebola: como a doença pode se tornar epidemia mundial

Por Redação Doutíssima 10/11/2014

Tendo tido sua primeira aparição em 1976, no Sudão e no atual Congo, o vírus ebola é uma doença viral altamente infecciosa que causa febre hemorrágica e pode levar o paciente à morte.

Acredita-se que o vírus foi transmitido à população humana por meio dos morcegos-da-fruta após contato direto de pessoas com o sangue, secreções ou órgãos de animais infectados.

A doença causa sintomas como febre, dor de cabeça, dores nas articulações, perda de apetite, dificuldade em respirar e inflamação na garganta, sendo que nos estágios mais avançados é comum haver quadro de diarreia, vômitos e sangramentos internos.

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Epidemia de ebola na África causa apreensão em todo o mundo. Foto: iStock, Getty Images

Surto do vírus ebola preocupa no mundo todo

Nos últimos meses, o vírus ebola devastou milhares de vidas na África, o que trouxe uma nova preocupação a população mundial, que passou a viver o medo de uma possível epidemia global.

Neste surto mais recente, 55% dos infectados morreram, sendo que, inicialmente, ele estava contido em apenas três países. No entanto, um americano infectado foi transportado para os Estados Unidos, dando início à preocupação de que o vírus ebola se espalhasse pelo mundo na primeira vez que o continente americano recebia alguém com o vírus.

O vírus ebola é bastante letal e não há cura, apenas vacinas e soros experimentais. A doença mata por falência múltipla dos órgãos, quando fígado e rins param de funcionar, e os órgãos sofrem hemorragia. Apesar do medo que uma epidemia pode gerar, a chance do ebola se espalhar pelo mundo é baixa.

Isto porque, ao contrário do vírus da gripe, o ebola não sobrevive fora do corpo. Ele só pode se espalhar por meio do contato direto com fluidos corporais, geralmente sangue ou fezes, o que a maioria das pessoas tende a evitar.

Além disto, a doença não é contagiosa durante o período de incubação, que dura em torno de 21 dias. Assim, as pessoas com maior risco de contrair a doença são funcionários de hospital e os familiares de pacientes contaminados.

Cenário do vírus ebola

Para ser considerado um caso de epidemia mundial, a doença infecciosa e transmissível, que ocorre numa comunidade ou região, precisa passar por uma mutação para se espalhar rapidamente entre as pessoas de outras regiões, originando um surto epidêmico.

No caso do vírus ebola, o risco disto acontecer é mínimo, porque a transmissão é muito restrita à área endêmica focal, no oeste do continente africano. A única possibilidade dele vir a se tornar epidêmico, como o vírus influenza, é se ocorrer adaptação do vírus no organismo humano e a transmissão passar a ocorrer não só por contato com secreções ou excreções orgânicas, mas por via respiratória.

A possibilidade de epidemia mundial do ebola também é baixa em virtude da tecnologia disponível hoje para conter e impedir sua transmissão. Nos casos suspeitos ou confirmados, por exemplo, é obrigatório o isolamento do paciente e o uso de equipamentos de proteção individual por parte de médicos e enfermeiros.

Além disto, é feito um rastreamento de todos os seus contatos e, nos casos suspeitos entre estes, o processo de isolamento é repetido até que não haja mais casos.

 

 


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